Eu sonhei que numa
Cidadezinha havia
Um casal amoroso
E todo mundo dizia:
“Que casal lindo é
Esse!” Ora, o tempo
Foi passando sim,
E os pensamentos
De um dos cônjuges
Foi sim se evoluindo.
Daí então, quando já
Estavam se sentindo
Sim financeiramente
Bem, a coisa começou
A ficar diferente sim,
Porque aquele amor
Que já era tão visto
Por todo mundo, foi
Ficando frio e sem fé.
Então entre os dois,
Bate boca começou,
E cada dia mais forte.
Então o amor foi sim,
Tomando outro norte.
Ora, se um casal não
Tiver amor verdadeiro
De ambas as partes,
Obviamente, dinheiro
Pode mudar o destino
Dessa União Conjugal,
Que só existe por que
Não há saída opcional.
Mas quando a porta
Abre-se, certamente,
A coisa muda de ideia,
Deixando a gente
Já fora do normal sim.
E na minha intuição,
Seus filhos seguem
A quem tem condição
Financeira melhor.
Disso não há dúvida.
Pois ninguém segue
Ninguém sem ajuda.
E na minha loucura,
Quem ficar rejeitado,
Não deve correr não,
Atrás apaixonado.
Por que, ó Querino?
Porque se já se foi,
É porque não há amor,
Se tentar ter depois
Esse cônjuge que já
Saiu de casa na boa,
Sem um sentimento
Na alma, será à-toa,
Caso volte e queira
Convivência de novo.
Ora, eu sou um louco
E vivo entre o povo
Disfarçado, por que
Se eu for manifestar
A minha loucura aqui,
Vão sim, me internar.
E eu não sou pássaro
Importante para ficar
Preso e o dono vendo
Eu feliz, só por cantar
E chamar a atenção
De amigos e amigas.
Então, minha loucura
Sempre foi escondida,
E Deus não é besta
Para manifestar algo
Que pode vir perigo,
Na vida de um amado.
Ora, o dinheiro traz
Felicidade, contudo,
Se não souber usá-lo
O mal vem com tudo,
Porque o dinheiro
Mal usado é a raiz
De todo o mal sim.
Ora, ele deixa feliz,
Mas também deixa
Estragado o melhor
Relacionamento sim,
A ponto de a gente só
Aqui ficar no Planeta
Intitulado Terra,
Mormente em meu
Amado pé de serra
Titulado Pindobaçu
Onde fica Bananeiras,
Lugar onde eu nasci,
E vivo a vida inteira,
Até aqui com D. Marisa
Na Chácara Santa Maria,
Pra isso eu rezo com fé,
Em Deus todo dia.
Por que, ó Qeurino?
Ora, sei da armadilha
Que o mal coloca sim,
Na minha longa trilha.
Então, se eu vacilar,
Certamente o mal
Vai destruir a minha
Convivência Conjugal.
Por que, ó Querino?
O ponto mais visto
Pelo mal é a União
Conjugal, e é por isso
Que eu sempre rezo,
Não por medo de ficar
Não, sem o meu amor
Que ainda aqui está,
Mas para manter sim,
O meu compromisso
Que eu fiz com Deus
Aqui neste Distrito
Titulado Bananeiras.
Qual é o compromisso?
Ora, eu prometi sim,
Em nome de Cristo,
Que eu adotaria aqui
A Mulher, D. Marisa,
Sim, como Auxiliadora
Para toda uma vida.
Então, da minha parte,
Eu até aqui estou sim,
Assumindo a Palavra
Que o Padre para mim
Falou depois que o Juiz
Determinou a União
Entre eu e D. Marisa,
Mulher do coração.
Mas não é por isso
Que eu vou deixar ela
Presa ao meu lado,
Pois a decisão é dela,
Caso, ela esteja infeliz,
A porta da sala está
Abeta pra ela sai e ser
Feliz em outro lugar.
Ora, o Mundo é sim,
Uma Dimensão que
Dar espaço pra todos
Viverem com prazer,
Alegria e gratidão,
Só não quero deixar
Ninguém ao meu lado,
Somente por está.
Todo dia eu digo sim:
Deus se eu incomodar,
Não me deixe não,
Nesse espaço ou lugar,
E quem me incomodar,
Não deixe ao meu lado,
Ainda que eu morra
Solitário e apaixonado.
Então, a vida muda
Assim como eu vejo
Mudar a página da Internet
Do cantinho sertanejo.
Então, onde não tem
O Amor verdadeiro,
Tudo pode se acabar
Ao chegar o dinheiro.
Mário Querino – Poeta de
Deus

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