Ora, depois dum dia
De trabalho árduo,
Deitei-me um pouco,
Por sentir fatigado.
Então, veio um sono,
Sem qualquer dúvida,
E comecei a sonhar.
Foi um Deus me acuda,
Quando alguém veio
E bateu na porta sim:
Pá, pá, pá... E eu só
Ouvindo. Ora, por fim,
Bateu sim, mais forte:
Paaaá, paaaá, paaaá...
O medo foi tão... Que
Deu vontade de cagar.
E quando me acordei
Atordoado, procurei
A D. Marisa na cama,
Quando não encontrei,
Comecei a gritar sim:
Eu quero a D. Marisa,
Cadê ela gente? Ela é
Tudo na minha vida!
Daí quando caiu a ficha,
Eu me lembrei que ela
Estava na casa de Acaz,
Meu filho e filho dela.
Pois nasceu o Vicente,
Nosso neto mais novo,
E a D. Marisa foi ficar
Por lá, e eu medroso,
Fiquei sim, aqui sozinho
Na Chácara Santa Maria,
Onde sempre eu tenho
A D. Marisa todo dia.
Contudo, nesse dia, eu
Fiquei sozinho, sem
Ter D. Marisa na cama
Para dormir também
Ao meu lado. Por isso
Eu dormi e sonhei sim,
Alguém batendo nesta
Porta de casa, pra mim
Ouvir e ficar com medo,
Como realmente fiquei.
O medo foi tão grande
Que eu quase me caguei.
Então, sem a D. Marisa
Ao meu lado, eu não
Serei ninguém no viver
Que tenho sobre o Chão.
Então, quando o amor
Une as pessoas, deixa
Elas sim, muito loucas.
Esta poesia já foi feita
Inspirada na solidão
Que eu fiquei em casa
Sem a Varoa, D. Marisa,
Mulher que estava
Na casa de nosso filho
Acaz Ido. Pois lá tem
O nosso neto Vicente
Que nasceu também
Para aumentar com fé
A nossa amada Família,
Que é composta por 10
Pessoas que já trilham
Sobre a face do Orbe
Intitulado Terra,
Mormente em meu
Amado pé de serra
Titulado Bananeiras,
Lugar onde eu nasci,
Cresci e passo o tempo
Com a D. Maria aqui
Na Chácara Santa Maria,
Todavia, nesse dia, ela
Foi obrigada me deixar
Assim tão longe dela,
Por motivo lícito sim.
Então, como fiquei só,
Chegou-me esse sono,
Porém, pra mim o pior
Foi esse sonho que eu
Tive quando eu dormi.
Francamente, o medo
Foi tanto, que eu aqui,
Quase me caguei sim.
Então, se você ama
A Esposa, não procure
Ficar sem ela na cama,
Principalmente à noite,
Quando chega a hora
De dormir. Pois vem
Coisa sim, que é fora
Do tempo e que traz
Muito medo a gente.
Por isso quase caguei
De medo. Ora, mente
Faz sonhar sim, nessa
Solitária noite. Eu que
Fiquei sozinho sem
A D. Marisa, pude ver.
Já imaginou você aí
Em uma casa sem ter
A Mulher da sua vida,
E ouvir alguém bater
Na porta de sua casa:
Pá, pá, pá... E aumentar
Ainda mais com força:
Paaaá, paaaá, paaaá...
Ora, dá vontade sim,
De cagar mesmo, cara.
Agora, eu peço que
Não ignorem esta fala
Desse cara que redige
Em nome de Deus,
E quem quiser saber,
Esse cara sou eu.
Mário Querino – Poeta de
Deus

Nenhum comentário:
Postar um comentário