Ora, agora a pouco
Eu e a D. Marisa
Fomos ao Distrito,
E na despedida
De meu cunhado
A Família se reuniu.
E a gente também
Foi e se despediu.
Ora, quando lá eu
Cheguei contente,
Logo ofereceram
Um pirão quente
A mim e a D. Marisa.
O pirão de frango
Estava muito bom,
E fiquei lembrando
De quando eu era
Menino, a minha
Mãe fazia com fé
O pirão de galinha,
E a gente brigava
Pelo pé da galinha.
Ora, mãe ficava
Bem agoniadinha
Com tantos filhos
Querendo o pé
Da galinha. Porém,
Minha mãe Dedé,
Dizia: “A galinha
Só tem dois pés!”
Mas a gente não
Ouvia mãe Dedé,
Porque éramos 11
Filhos querendo
O pé da galinha
Para ficar roendo
Os dedos do pé.
Então, hoje, veio
Em meu prato um
Pé sim, e eu creio
Que mãe Dedé é
Bem lembrada sim,
Por meus irmãos,
Como é por mim.
D. Marisa pegou
Sim, um pedaço
Da asa da galinha
E em meu prato
Botou. Então, isso
Também já faz eu
Lembrar de mãe
Dedé e dos meus
Irmãos, pois eles
Também gostavam
De roer satisfeitos
Uma gostosa asa
De galinha. Então,
Na casa de meus
Queridos sogros,
A gente já comeu
O pirão de galinha
Sim, bem-feito
Com gosto, alegria
E muito satisfeito.
Ora, tem coisa sim,
Que parece ser
Muito simples, mas
Fica durante o viver
Que a gente tem
No Planeta Terra,
Mormente aqui
Em meu pé de serra
Titulado Bananeiras
Onde fica a chácara
Titulada Santa Maria,
Lugar cheio de graças
Vindas do Senhor
Que fez céus, terra
E tudo que há, até
Eu no pé de serra
Pra amar a Mulher
Titulada D. Marisa,
Mulher que é tudo
Na minha vida.
Um pé de galinha,
Pode não ter valor
Pra você, mas hoje,
Ele já me inspirou.
Mário Querino – Poeta de Deus

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