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terça-feira, 1 de setembro de 2026

POR QUE SÓ AGORA, A MORTE FICA ME CONTEMPLANDO?

 

Mário Querino & D. Marisa 01/09/2026


Eu, hoje, já pensativo,

Veio-me no Orbe Terra,

Sobretudo aqui neste

Meu bom pé de serra,

 

Titulado Bananeiras

Onde tenho a alegria

Ao lado de D. Marisa

Na Chácara Santa Maria,

 

Já pergunto tudo isso:

Por que quando eu era

Um jovem e a Morte

Que age no Orbe Terra,

 

Não se importava não,

Comigo, ainda que eu

Provocasse-lhe na boa,

Neste mundo de Deus,

 

Onde eu nasci, cresci

E há 38 anos me casei

Feliz com a Maria José,

Jovem que eu amei,

 

Amo e pretendo amar

Até que a Morte seja

Capaz de nos separar,

E nesta terra sertaneja

 

A Morte não ligava não,

Para mim, que tanto

Eu lhe provoquei aqui,

Por não ter o encanto

 

Que tenho hoje em dia,

Ao lado de D. Marisa,

Mulher que cuida bem

Sim desta minha vida?

 

Só parece que a Morte

Tem muita inveja sim,

De gente que sofre aqui,

E tintim por tintim

 

Dá uma volta por cima

E fica reconhecido sim,

Entre o admirável povo

Que levanta até o fim

 

Seu astral no Planeta

Intitulado Terra,

Sobretudo neste bom

E amado pé de serra

 

Intitulado Pindobaçu

Onde fica Bananeiras,

Lugarejo onde eu fico

Ditoso a vida inteira

 

Ao lado de D. Marisa

Na Chácara Santa Maria

Onde por inveja e ciúme

A Morte fica todo dia

 

Contemplando-me até

Achar a oportunidade

De me levar com ela.

Daí eu usarei agilidade

 

E darei um dribla nela,

Com a esperança de eu

Continuar com a vida

Bem pertinho de Deus.

 

Mas francamente, eu

Não tenho não, pressa

De morrer, morrerei

Ouvindo a promessa:

 

“Hoje mesmo, estarás

Comigo no Paraíso!”  

Eu criança, adolescente

E moço, não via perigo

 

 Não, nessa minha vida

Que chegou a velhice,

E faço essas perguntas:

Por que hoje fico triste

 

Ao pensar em morrer?

Por que quando eu era

Criança, adolescente

E jovem no Orbe Terra

 

Eu nem me lembrava

Dessa malvada Morte,

E hoje, eu só fico sim,

Olhando para o norte,

 

Para o leste, e para

O oeste e para o sul,

Deste meu Município

Intitulado Pindobaçu,

 

Achando que a Morte

Já vem com a sua atroz

Foicinha bem curvada

Pra me matar? Isso dói  

 

Na alma, no espírito

E no corpo também,

Sobretudo no coração

Que já vive muito bem

 

Romântico, extasiado

E sentimental na vida

Que já me traz ditoso

Ao lado de D. Marisa.

 

Então, quando eu era

Criança, adolescente

E moço, não tinha não,

Medo dessa valente

 

Morte, que pode levar

O pobre, o analfabeto,

O doutor, o bilionário,

O artista de sucesso

 

Bem elevado no Orbe

Intitulado Terra,

Mormente neste meu

Querido pé de serra

 

Onde fica o Município

Intitulado Pindobaçu,

A Morte pode também

Levar na boa eu e tu.

 

Então, não queiras ser

Melhor que ninguém,

Se eu morrerei, ó cara,

Tu morrerás também.

 

Mas a minha principal

Pergunta nesta hora,

Que redijo este texto,

É: Por que só agora

 

A Morte está visando

A minha vida na Terra,

Principalmente aqui

No amado pé de serra

 

Intitulado Bananeiras,

Lugarejo onde nasci

E cresci sofrendo e ela

Nunca quis vir aqui

 

Para me levar na boa?

Ora, só agora, que eu

Estou assim tão feliz

Neste cantinho meu,

 

Que essa maldita quer

Fica me contemplando,

E procurando um meio

Neste cantinho baiano,

 

Para poder me separar

Desta Varoa querida,

Mulher que eu amo

E chamo de D. Marisa?

 

Ora, por que a Morte

Não me levou quando

Eu era menosprezado

Neste cantinho baiano?

 

Hoje, que estou vivendo  

Apaixonado pela vida

Ao lado desta Mulher

Intitulada D. Marisa,

 

Essa Morte malvada

Fica me contemplando

Para me eliminar deste

Meu cantinho baiano?

 

Ora, obviamente, ela

Vai me levar sim,

Mas vou dar um dribla

Nela, que ela de mim  

 

Nunca mais terá não,

Nenhuma notícia aqui.

Pois a Eternidade não

Aceita pra lá ela subir.

 

Por isso eu fico bem

Aqui no Orbe Terra,

Sobretudo em meu

Amado pé de serra,

 

Calmamente e na boa.

Ora, sei que diante dela

Não tenho não, poder,

Contudo, eu darei nela

 

Sim, um dribla tão ágil,

Que ela nunca mais

Verá-me aqui na Terra

Nem no Céu, onde faz

 

Minha vida permanecer

Para sempre com Cristo.

Então, vivo tranquilo

E feliz em meu Distrito

 

Intitulado Bananeiras

Onde eu nasci, cresci

E sofri muito, muito,

Porém, vivo feliz aqui  

 

Na Chácara Santa Maria

Ao lado de D. Marisa,

Mulher que cuida bem

Por amar a minha vida.

 

Mário Querino – Poeta de Deus   

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