Sonhei que um cara
Que tudo que fazia
Botava sim no nome
De sua Esposa Maria.
Daí alguém inquiriu:
“Por que o que você
Faz usa sim o nome
De D. Maria?” O que
O cara respondeu?
Simplesmente isso:
“Porque estando sim,
No nome dela, lícito
Eu continuo no Orbe
Intitulado Terra,
Mormente em meu
Amado pé de serra
Titulado Pindobaçu
Onde fica sim, meu
Distrito de Bananeiras,
Lugar que meu Deus
Dá pra eu viver bem
Ao lado de D. Maria,
Que tudo que eu faço
Na Terra com alegria
É no nome dela sim.”
Ora, o cara fazia isso,
Para ninguém cobrar
Nada dele, e ser lícito,
Para ele era a melhor
Coisa nessa vida sim,
Que ele tinha no Orbe
Terra, pois ser ruim,
Ele achava que era
Fora de sua realidade.
Ora, quando alguém
Tinha a necessidade
De visitar a casa dele
E cobrar alguma coisa,
Simplesmente ele
Dizia: “Minha Esposa
Não está não, aqui
Para poder lhe
pagar.”
Daí alguém inquiria:
“Não podes acertar
A nossa conta? Pois
Venho de longe para
Auferir esse dinheiro.”
Daí então, isso o cara
Falou pra seu credor:
“Ó meu amigo, isso é
Com ela, quem deve
É ela.” “É sua Mulher?”
Perguntou isso a ele
Alguém que queria
Receber o dinheiro
Do que a Varoa Maria
Deu o seu nome sim
Ao Marido, pra ele ter
Credito pra comprar
Algo sim, com prazer.
Se viesse algo além,
O cara ainda dizia:
Quando eu morrer,
Quem paga é Maria,
Pois em meu nome
Nada tem na Terra,
Sobretudo em meu
Amado pé de serra
Titulado Bananeiras
Onde fico todo dia,
E só compro sim algo
No nome de D. Maria.
Quando um inquire:
“Se você morrer, cara,
Antes de D. Maria?”
Friamente ele só fala:
“Vou para o Céu sem
Dever nada a ninguém,
Pois nada eu comprei
No meu nome, e tem
A D. Maria pra pagar
O que ela deve aqui
Sim, no Planeta Terra
Onde eu nasci, cresci
E não devo a ninguém.”
Mas gente pode sim,
Inquirir isso ao cara:
“Ora, responda a mim,
Com sinceridade isso:
“Se a D. Maria morrer
E você, ó cara, ficar,
Quem pagará é você,
Ou acha que não vai
Pagar aos credores?”
Ora, o cara tranquilo
Disse: “Ora, os valores
Que a D. Maria deve,
Eu não tenho direito
De pagar nada não,
Quem vier satisfeito
Cobrar-me, só isso eu
Vou falar pra ele sim:
Amigo, vá atrás dela,
Não vendeste a mim,
Por acaso é o meu
Nome que está aí?
Ora, vá ao Cemitério,
Deixe-me em paz aqui.
Que graças ao Senhor
Deus, que eu não
Estou devendo nada
A nenhum cidadão.
Ora, gente quer que
Essa dívida eu pague,
Mas quem fez foi
A D. Maria, e é tarde
Demais sim, pra você
Receber. Você já viu
Algum morto pagar
Alguma coisa no Brasil
Ou mesmo lá no Céu?
Ora, eu sempre ouvi
Mãe dizer: ‘Quem faz
Aqui, paga é aqui’.
Então, se a D. Maria
Não pode pagar mais,
Você vai perder sim,
Ainda que for atrás
Do Delegado, quem
Comprou foi ela, cara,
Não tem nada não,
No meu nome, cala
Tua boca, que você
Não tem não, direito
De me cobrar nada,
Vá ditoso e satisfeito
Ao Cemitério cobrar
Essa dívida a quem
Comprou-lhe, e me
Deixe em paz.” Tem
Gente que não quer
Entender a realidade,
Desta vida no Mundo.
Daí vende à vontade,
Sem intuir que somos
Mortais e podemos
Morrer a qualquer
Hora, pois vivemos
Sobre a face do Orbe
Intitulado Terra,
Principalmente aqui
Em meu pé de serra
Intitulado Pindobaçu
Onde fica Bananeiras,
Lugar onde eu fico
Durante a vida inteira
Na Chácara Santa Maria
Com a minha querida,
Minha paixão e meu
Grande amor da vida,
Obviamente a Mulher
Que é tudo, tudo sim,
E é titulada D. Marisa,
Varoa criada pra mim.
Quando me acordei,
Fiquei olhando o teto
Do singelo quarto,
Com D. Marisa perto
Ou grudada em mim.
Levantei-me na boa,
Tomei banho e estou
Redigindo pra pessoa
Que ama me ler aqui
Através da Internet,
Porque quem me ler,
Uma poesia merece,
E com muita alegria
Eu ofereço as amigas
E aos amigos, grátis
Porque Poesia é Vida,
E se é Vida, eu não
Tenho esse direito
De vendê-La, pois
Vida é algo perfeito,
É criação do Senhor
Deus, que fez céus,
Terra e tudo que há.
Como eu sou fiel
Ao meu Senhor Deus,
As palavras me vêm
Voluntariamente,
E não devo também
Vendê-las. Por isso
Eu sou muito ditoso
Ao lado de D. Marisa
E desse lindo povo,
Sobretudo de quem
Ler-me com alegria,
Quando eu escrevo
Na Chácara Santa Maria.
Mário Querino – Poeta de
Deus

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