Enquanto tem gente
Na Terra, procurando
Humilhar nosso povo
Por motim, eu baiano,
Busco entender bem
Essa falta de noção.
Pois expressão dessas,
Fere a alma e coração.
Então, quer falar, fale
De maneira educada.
Pois para quem quer
Proclamar a Palavra,
Deve ser controlado,
Paciente, tolerante,
Grato e bom Orador.
Então, ser confiante
Na Palavra, dá sim,
A entender que traz
Uma boa educação,
E ouvinte se satisfaz.
Agora, usar a língua
Para difamar gente,
Eu acho que seja sem
Noção, de inteligente
Não há nada no Orbe
Intitulado Terra,
Em meu pé de serra
Chamado Pindobaçu
Onde fica o Distrito
De Bananeiras, lugar
Onde eu nasci e fico
Ditoso com D. Marisa,
Mulher que eu amo
E de querida, paixão
E amor eu lhe chamo.
Todo mundo já pode
Se expressar na Terra
Com plena liberdade,
Mas deste pé de serra,
Eu ouço frase trivial
Que não deveria não,
Sair de boca educada,
Que tem boa noção.
Porém, como a gente
Tem ouvidos, é para
Ouvir tudo na Terra,
Pois eu sou um cara
Que ouço bem aqui,
Mas há frase que eu
Pergunto bem assim
Ao meu Senhor Deus:
Deus, esse conteúdo,
Está disponível para
Sair assim tão fácil
Da boca desse cara?
Acho que ele deveria
Parar para refletir
E se policiar melhor,
Antes de falar e ferir
Essa gente que ouve,
Ainda mesmo sem
Querer? Deus, aqui
Eu não vejo ninguém
Melhor que ninguém,
Mas há gente assim,
E o que fazer agora,
Se tintim por tintim
Todos têm o direito
De expressar na boa,
Ainda que machuque
As outras pessoas?
Então, acho melhor
Pular página ou sair,
É mais importante
Do que eu discutir.
Pois eu perco aqui
Na Terra 1 milhão,
Para eu não entrar
Em baixa discussão.
Mário Querino – Poeta de Deus

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