Ora, alguém inquiriu:
“Por que não ligas
Para as coisas daqui,
Coisas que dão vida
De fé, ledice, prazer,
Regalia e ostentação
Pra alma e espírito,
E ainda ao coração?”
Ora, não é assim não,
Como você já pensa.
Eu sou um cara vivido
Entre as pendências,
Por isso eu dou sim,
Muito valor a minha
Vida que já me deu
O Senhor na terrinha
Titulada Bananeiras
Onde nasci, cresci
E fico com D. Marisa
Muito ditoso aqui.
Então, eu não tenho
Aqui a preocupação
Por querer uma vida
Cheia de ostentação,
E de regalia à custa
De algo fácil na Terra,
Sobretudo aqui neste
Amado pé de serra
Intitulado Pindobaçu
Onde fica o Distrito
De Bananeiras, lugar
Onde eu sempre fico
Muito contente sim,
Com a minha vida
Ao lado desta Varoa
Intitulada D. Marisa,
Mulher que teve sim,
Afoiteza de no poço
Cair dentro a me ver
Dentro quase morto.
Por fé em Deus, ela
Teve essa coragem
De olhar para mim
E dar oportunidade
De eu ser também
Um cara ditoso com
Ela no Planeta terra,
Isso foi muito bom
Para mim e também
Pra ela, que depois
De 38 anos passados,
Temos uma vida a 2
De fé, encanto, amor,
Paz, gratidão, alegria
Fidelidade e retidão
Na Chácara Santa Maria.
Então, eu ligo muito
Para esta minha vida,
Que me traz ditoso
Ao lado de D. Marisa,
Mulher que é tudo,
Tudo, tudo para mim.
Ora, este é o motivo
De eu viver assim,
Incomodando você.
Mas não se inquiete,
Porque eu não busco
Sucesso na Internet,
Se vier para mim, é
Muito bom, não vou
Dizer que não aceito,
É dádiva do Senhor,
Todavia, eu procuro
Em primeiro lugar
Paz, amor, gratidão
E regozijo para ficar
Bem entre este povo
Que pra mim é tudo,
Tudo que eu quero
Na vida, sobretudo
A minha boa Família,
Que é graça de Deus.
Então, eu não só viso
A grana, isso é meu
Direito e obrigação
De correr atrás sim,
Para pagar as contas
Que chegam a mim,
Mas o que eu mais
Viso na minha vida,
É o relacionamento
Fiel com a D. Marisa.
Por acaso a Aliança
Um dia se quebrar,
Eu jamais vou ter
Amargura por ficar
Sem o amor que eu
Tanto quero ter sim,
Até o término da vida
Que Deus dá a mim.
Por que, ó Querino?
Por ser escolha sim,
Da Varoa, D. Marisa
Ou já vinda de mim.
Ora, hoje em dia, eu
Reconheço que não
Sou dono de ninguém,
Nem forço o coração
De ninguém, só para
Gostar de mim aqui
No Planeta Terra
Onde eu nasci, cresci
E vivi perto da Morte,
No mais profundo
Poço cheio de lama
Que existe no Mundo.
Então, se não fosse
A adolescente Maria
José da Silva Galvão,
Eu hoje, não existiria.
Mas Deus tocou sim
Na alma da menina
Que me viu no poço,
E por gratidão divina,
Ela pulou dentro sim,
Para morrer comigo,
A ponto de falar isso:
“Só por amor te digo:
Morreremos nós dois,
Mas vou tentar sim,
Tirar você deste poço,
E você será para mim
O amor da minha vida,
O jovem que eu tanto
Queria sim encontrar,
Você é meu encanto,
Você é tudo pra mim,
E vamos construir
O nosso mais visado
E lindo paraíso aqui.”
Daí essa adolescente
Apresentava-me sim,
Como o amor da vida.
Sei. Muita gente ruim
Achava, a ponto sim,
De aconselhar, para
Ela me deixar solitário.
Sempre fui um cara
Assim diferente aqui
No Planeta Terra,
Sobretudo em meu
Amado pé de serra
Titulado Bananeiras
Onde eu nasci, cresci
E durante minha vida
Vivo assim até aqui.
Ora, não menosprezo
As coisas que me dão
Paz, amor, alacridade,
Prazer e ostentação,
Mas também, eu não
Vou fazer algo errado
Para me apresentar
Como cara abençoado,
À custa do suor, sangue
E lagrimas, derramados
No setor de trabalho,
Só pra ser remunerado
Com o Salário Mínimo.
Então, prefiro ser sim,
Humilde ao lado desta
Mulher que para mim
Já é tudo, tudo, tudo...
Que eu tenho na vida.
Se eu possuísse tudo,
Mas sem a D. Marisa,
O que me adiantaria
No Planeta Terra,
Principalmente aqui
Em meu pé de serra
Titulado Bananeiras,
Onde eu nasci, cresci
E sem a D. Marisa,
Eu não existiria aqui?
Mário Querino – Poeta de Deus

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