Eu quero hoje, fazer
Um relato essencial
Pra mostrar a todos
Que a força mental
Pode fazer a gente
Pensar, ver e atuar,
Mesmo sem existir
Algo, pode enxergar.
Ora, D. Marisa ficou
Preocupada ao ver
O nosso pé de licuri
Que eu com prazer
Já cuido bem dele,
Pois eu plantei sim,
E tem um metro
De altura. Pra mim
Ele é uma árvore
Típica e traz alegria
Pra gente na chácara
Titulada Santa Maria.
Por que, ó Querino,
D. Marisa ficou sim
Preocupada aqui?
Ora, ela disse a mim
Que teria um bicho
Tentando arrancar
O nosso pé de licuri,
Eu fui com o celular
Para fotografar sim,
O animal que ali
Estava arrancando
O nosso pé de licuri.
Porém, quando lá
Eu cheguei, nada vi
Arrancando o nosso
Amado pé de licuri.
Mas não deixei não,
De analisar tudo
Tintim por tintim.
Daí eu fiz o Estudo
De tudo que havia
Ao redor, e intuí
Que era uma palha
Seca no pé de licuri.
E como estava sim,
Passando um vento
Na chácara titulada
Santa Maria. Penso
Que D. Marisa teve
Ciúme do pé de licuri,
E viu que um bicho
Já arrancava ele dali.
A D. Marisa estava
Almoçando na boa,
No alpendre da casa.
Como fica sim, à-toa
Uma mente! A gente
Vê até algo que não
Existe. É por isso que
O ciúme tem visão
E nos deixa loucos,
Vendo coisa que não
Existe na realidade,
Isso é uma alienação.
Agora, eu pergunto:
Quem viu Moisés
Abrindo aquele Mar,
E o povo passar a pé?
Ora, para mim é sim,
Inteligência Artificial
Que já existia na Era
De Moisés. Não é real
Essa abertura do Mar,
Mas pela fé a gente
Acha que é e achará
Até o fim. A mente
Já está inteiramente
Educada para confiar.
Na minha concepção,
Não dá para acreditar.
Por que, ó Querino?
Vejo a Bíblia relatar
Que um vento forte
Fez o Mar se afastar.
Agora, eu pergunto:
Ora, um forte vento,
A ponto de afastar
O Rio Aipim, penso
Que não ficará não,
Nenhuma casa aqui,
Neste bom Distrito
De Bananeiras, e ali
No Mar Vermelho,
Ficaria esse povo,
Diante desse vento
Tão forte? De novo
Eu pergunto: Ora,
Se o vento afastou
O Mar Vermelho,
E nada ali carregou?
Pensa bem nisso:
Qual cidade já ficou
Intacta depois que
Um vento passou,
Claro, vento forte?
Então, sou louco,
Mas tenho a noção,
Para ler com gosto,
Contudo, achando
Que essa historia já
Tem a Inteligência
Artificial. Pois o Mar
Se afastar pela força
Do vento, e o povo
Com seus animais
Ficar, acho de novo
Que foi Inteligência
Artificial, se quiser
Achar, ache, se não,
Continue com sua fé.
Assim, já é a pessoa
Que ciuma de outra,
Vê coisa que o Diabo
Duvida. Pois é louca
A mente que bota
Na cabeça que algo
Está acontecendo,
E tudo é inventado
Perante um normal,
Sobretudo Psicólogo
Ou um Psiquiatra,
Porém, procura logo
Gente que a mente
Idealizou o ciúme,
A inveja e a paixão,
Mas isso é costume
Ou sim, hereditário.
Ora, um pai que tem
Ciúme o filho pode
Ter ciúme também.
Uma mãe ciumenta,
A tendência de sua
Filha é ter o ciúme,
E seu marido na rua
Com seus amigos,
Isso faz com que ela
Provoque uma briga,
Coisa da cabeça dela.
Pois o seu encéfalo
Tem grande poder,
Para fazer os olhos
Veem sem nada ter.
Assim, a D. Marisa
Viu o pé de licuri
Já sendo arrancado,
E logo me fez sim, ir
Ver esse bicho que
Estava mexendo ali,
A fim de arrancar
Nosso pé de licuri.
Quando cheguei lá,
Era uma palha seca
Vibrada por vento,
Foi coisa da cabeça.
Ora, não devemos
Confiar na mente,
Pois se o ciúme vier
A gente fica doente.
Mário Querino – Poeta de Deus


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