Ora, eu aqui sozinho
Sem o amor da minha
Vida, eu procuro viver
Distante das feridas
Que me causaram sim,
Grande sofrimento,
Que até aqui, surgem
Ainda no pensamento.
Mas a gente consegue
Unir coisas separadas
Que já se separaram
De repente por nada.
Ora, como a Natureza
Faz o cachorro se unir
Com o inimigo gato,
Assim, eu posso aqui
Me unir com quem já
Se separou de mim,
Por causa da ilusão
Que tintim por tintim
Ganhou seu coração
Exibindo a realidade
Que aparentemente
Parecia ser verdade,
Mas no fundo de tudo
Só foi uma vil ilusão,
Que entrou na mente
E desceu pro coração.
Mas após um tempo,
Tudo foi revelado
Na boa, e agora, vê
Seu cara apaixonado
Querendo já se unir,
Não com mais desejo
De auferir abraços
Nem tampouco beijos,
Mas somente para
Ser seu bom amigo,
A fim de lhe ajudar
Nas horas de perigo.
Como um cachorro
Protege o amigo gato,
Eu também quero
Te proteger, de fato.
Mas já fique ciente
Que as feridas ainda
Estão abertas, para
Que a graça divina
Que sempre recebo
Da parte de Deus,
Possa me fazer viver
Perdoando os meus
Amores que foram
Tudo pra mim nesta
Minha vida na Terra,
Porém, hoje, só resta
O desejo de eu ser
Um protetor, de fato,
Como este cachorro
Protege bem o gato.
Então, conte comigo,
Eu não tenho rancor,
Apenas eu te ofereço
O meu terno amor
Fraternal. Pois eu já
Tenho aqui na Terra
Meu amor Conjugal,
No bom pé de serra
Titulado Bananeiras
Onde fica a Chácara
Santa Maria, lugar
Onde temos a graça
De vermos um gato
Brincando ditoso
Com um cachorro
Sim, bem amoroso.
Mário Querino – Poeta de Deus


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