Ora, eu não confio
Em algo que gente
Redigiu sobre o Céu
Ou Inferno. Sempre
Eu faço a pergunta:
Como eu vou falar
De um Céu que eu
Nunca, nunca fui lá?
Como eu vou falar
De um Inferno que
Eu nunca, nunca
Fui lá? Para saber
Sobre a Dimensão,
É preciso visitá-la.
Então, dá ouvido
Para quem só fala,
E de nada conhece,
É fazer papel sim,
De papagaio que
Tintim por tintim
Fala o que já ouviu,
Mas desconhece
Por não ter visto.
Então, na internet
Dá para a gente vê
Que a coisa não é
Assim como acha,
E Jesus de Nazaré
Não disse alguma
Coisa sobre o Céu,
A ponto de a gente
Ficar cônscio e fiel.
Então, eu acreditar
Em escrita que não
Vem de uma fonte
Segura, é só ilusão.
E quando eu era
Um jovem perdia
Tantas coisas boas
Porque não podia
Fazer nesta vida,
E agora, vejo tudo
Sendo feito, mas
Faço bom estudo
E intuo que não
Dá mais para fazer,
Pois o corpo ficou
Sem força e poder.
Ora, o pior pecado
É sim, se arrepender
Do que não foi feito,
É burrice ao saber
Isso tudo, ó gente!
Então, acreditar só
Por que alguém fez
Comentários é pior
Que não acreditar.
Por que acredito
No Céu? Por eu ver,
E no Inferno? Isso
É muito complexo,
E se Deus é maior
Do que Satanás,
Por que ficarei só
Trazendo o medo
De ir pro Inferno,
Se Deus pode dar
Um viver eterno?
Nesse caso, a vida
Não é livre assim
Como Jesus disse,
Se fosse, pra mim,
Eu poderia fazer
Tudo que almeja
O meu coração
Na terra sertaneja
Onde nasci, cresci
E vivo me privando
De muitas coisas
No cantinho baiano.
Só viver com medo,
Dá a entender sim,
Que Deus é menor
Que Satã. Pra mim
Isso eu não aceito.
Se creio que Deus
É Poderoso, ficar
Com esse medo, eu
Acho que é utopia.
Então, acreditar
Em personagem
Que pôde praticar
Tudo contra as leis
E se tornou santo,
Por que não quis
Sofrer mais tanto
Neste Orbe Terra,
Eu acho uma ilusão.
Pois quem tem sim,
Deus, não teme não,
E faz tudo cônscio,
Sem medo de perder
A alma para o Diabo
Que nada pode fazer
Diante de um Deus
Presente, Poderoso
E Sábio. Ora, privar
A liberdade do povo,
É fora do contexto
De Jesus Cristo,
Que veio nos libertar.
Agora, penso nisso:
Eu já sendo um pai,
Oferecer algo para
Um dos meus filhos,
E deixar a coisa clara:
Se você não beber
Pinga, fumar, dançar
E nem raparigar, vai
Com certeza ganhar,
Porém ao contrário,
Perde a dádiva sim.
Daí o meu filho fica
Tintim por tintim,
Privado de fazer sim,
O que o seu coração
Mas almeja fazer,
Não pela convicção
Que tudo isso sim,
Exagerado faz mal
Ao próprio corpo,
Porém, por ser leal
Disfarçado no Orbe
Intitulado Terra,
Sobretudo em meu
Amado pé de serra.
Então, esses vícios
São mais justos sim,
Praticando cientes
Tintim por tintim,
Somente por gostar
Do que não fazer
E após ser frustrado
Por não ter feito. Ser
Um fiel disfarçado é
Ser o próprio Diabo.
Nisso hoje em dia,
Já tenho acreditado.
Então, faça por amor
E cônscio de tudo:
Das consequências
E de alguns absurdos
Que poderão surgir.
Mas se privar contra
O seu próprio gosto,
Vai prestar contas
Sem nenhuma dúvida.
Ora, querer ser santo
Visando uma regalia
E ostentação, tanto
Sofre o corpo como
A alma e o espírito,
Pois não é ingênuo
O Senhor Jesus Cristo.
Somente Ele te dirá:
“Não lhe conheço!”
Daí você vai de fato
Pagar o alto preço
Por causa sim de seu
Fingimento na Terra,
Mormente neste
Amado pé de serra
Titulado Pindobaçu
Onde fica Bananeiras,
Lugar onde eu nasci,
Cresci e a vida inteira
Sou feliz com a Varoa
Intitulada D. Marisa.
Quer dizer, até aqui,
No porvir é outra vida,
E tudo pode mudar.
Ora, vivo o presente,
O passado já se foi
E o futuro da gente
Ainda não chegou.
Então, faço o que eu
Mais amo fazer aqui,
E já sabe disso Deus.
Só não me privarei
Por ouvir pregação
De quem só visa
Regalia e ostentação.
Mário Querino – Poeta de Deus

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