segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

QUANTO MAIS LEIS, MAIS DESOBEDIÊNCIA

 


 

Mário Querino 09/02/2026

No Mundo de tantas

Leis e civilidade, faz

Com que a gente

Fique atento mais

 

E mais sobre a face

Do Planeta Terra,

Principalmente aqui

Em meu pé de serra

 

Onde eu nasci, cresci

E vivi uma infância,

Adolescência e sim,

Juventude sem tantas

 

Leis, porém, a coisa

Era mais controlada.

Por que, ó Querino?

Porque numa casa

 

Que havia 13 pessoas

Da Família, e ainda

Aparecia gente para

Ficar, e a paz divina

 

Ente todos reinava.

Ora, não existia não,

Essa violência doida,

O amor no coração

 

Tinha mais sentido,

Não era só no dizer,

Porém sim, no agir  

Com alegria e prazer.

 

Ora, antes um Pai

De Família tinha sim,

O prazer de oferecer

Tintim por tintim

 

A filha para o rapaz

Que se identificava

Com a natureza dela,

Porque se amavam

 

De coração e tinha

Uma boa visão sim,

De construírem o Lar

Para serem até o fim

 

Ditosos no Planeta

Intitulado Terra,

Mormente em meu

Amado pé de serra

 

Titulado Pindobaçu

Onde fica o Distrito

De Bananeiras, lugar

Onde muito feliz fico

 

Ao lado de D. Marisa,

Mulher que tem sim,

Uma visão excelente

E cuida bem de mim,

 

Quer dizer, até aqui,

Com quase 40 anos

De União Nupcial

No cantinho baiano

 

Onde ganhei a vida

Com inteligência,

Pobreza, sem ter

Apoio e com doença,

 

E sendo uma criança

Vivida entre pobres

E analfabetos, eu via

Valor na vida nobre

 

Das pessoas que aqui

Apareciam na época

Das eleições, para

Pedirem votos. Certa

 

Vez veio o Deputado

E meu pai teve sim,

A graça de recebê-lo

Em casa, e para mim

 

Era importantíssimo

Receber o Deputado,

Por vir ao comício

Todo bem trajado,

 

Quer dizer, de paletó

Ou terno completo,

Nesse tempo não

Tínhamos o acesso

 

Que já temos agora

Pra termos “direito”

De xingar até o líder,

É falta de respeito,

 

Quer dizer, eu acho,

Porém, esse respeito

Já está em extinção,

E já fiquei insatisfeito,

 

Quando chamei sim,

Um Doutor Secretário

Da Educação, senhor,

E ele disse: “Mário,

 

Senhor é quem manda

Chuva, somos iguais!”

Ora, como ser igual,

Se é serviços gerais

 

A minha profissão?

Ora, por mais que ele

Quisesse ser igual

A mim, tinha que dele

 

Eu receber respeito,

E não é não, injusto

Usar pronomes para

Com homens públicos.

 

Hoje, eu fico até fora

De modas, e não sei

Se trato as pessoas

Como sempre desejei:

 

Senhor, senhora, seu,

Dona e assim por

Diante. Eu já chamei  

Uma Mulher de valor,

 

De idade avançada

E bem estudada

De Senhora, e ela

Sem apreciar nada,

 

Me disse: “Senhora

Está no Céu!” Isso já

Me deixou confuso,

Como eu vou tratar

 

As pessoas do tempo

De meus pais? Acho

Isso uma civilidade

Fracassada, e passo

 

O meu tempo atual

Já vendo, ouvindo

E lendo as cobranças.

Como assim, Querino?

 

A falta de respeito

Está tão demasiada,

Que as pessoas não

Dirigem nem a casa

 

Que acha que é sua.

Por mais que ruim

Um Presidente seja,

Não deveria ser assim,

 

Tratado como bicho,

Pois o certo seria sim,

Esperar para tirá-lo

Quando chegar o fim

 

Do mandato, isso é

Ato dum povo sábio,

Inteligente e tem sim,

Um estudo civilizado.

 

Mas como eu vejo,

Ouço e leio, eu sinto

Muito, mas está sim,

Fora do que pressinto.

 

Hoje, não adianto eu

Querer mudar nada,

Porque caso tente,

Terei Polícia em casa.

 

Mas minha mãe dizia:

“Terra de sapo,

De cócoras com ele.”

É isso que eu já faço.

 

Diante de tantas leis,

E só aumenta o mal,

A ponto de a vida

Perder o foco no ideal...

 

Mário Querino – Poeta de Deus

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