No Mundo de tantas
Leis e civilidade, faz
Com que a gente
Fique atento mais
E mais sobre a face
Do Planeta Terra,
Principalmente aqui
Em meu pé de serra
Onde eu nasci, cresci
E vivi uma infância,
Adolescência e sim,
Juventude sem tantas
Leis, porém, a coisa
Era mais controlada.
Por que, ó Querino?
Porque numa casa
Que havia 13 pessoas
Da Família, e ainda
Aparecia gente para
Ficar, e a paz divina
Ente todos reinava.
Ora, não existia não,
Essa violência doida,
O amor no coração
Tinha mais sentido,
Não era só no dizer,
Porém sim, no agir
Com alegria e prazer.
Ora, antes um Pai
De Família tinha sim,
O prazer de oferecer
Tintim por tintim
A filha para o rapaz
Que se identificava
Com a natureza dela,
Porque se amavam
De coração e tinha
Uma boa visão sim,
De construírem o Lar
Para serem até o fim
Ditosos no Planeta
Intitulado Terra,
Mormente em meu
Amado pé de serra
Titulado Pindobaçu
Onde fica o Distrito
De Bananeiras, lugar
Onde muito feliz fico
Ao lado de D. Marisa,
Mulher que tem sim,
Uma visão excelente
E cuida bem de mim,
Quer dizer, até aqui,
Com quase 40 anos
De União Nupcial
No cantinho baiano
Onde ganhei a vida
Com inteligência,
Pobreza, sem ter
Apoio e com doença,
E sendo uma criança
Vivida entre pobres
E analfabetos, eu via
Valor na vida nobre
Das pessoas que aqui
Apareciam na época
Das eleições, para
Pedirem votos. Certa
Vez veio o Deputado
E meu pai teve sim,
A graça de recebê-lo
Em casa, e para mim
Era importantíssimo
Receber o Deputado,
Por vir ao comício
Todo bem trajado,
Quer dizer, de paletó
Ou terno completo,
Nesse tempo não
Tínhamos o acesso
Que já temos agora
Pra termos “direito”
De xingar até o líder,
É falta de respeito,
Quer dizer, eu acho,
Porém, esse respeito
Já está em extinção,
E já fiquei insatisfeito,
Quando chamei sim,
Um Doutor Secretário
Da Educação, senhor,
E ele disse: “Mário,
Senhor é quem manda
Chuva, somos iguais!”
Ora, como ser igual,
Se é serviços gerais
A minha profissão?
Ora, por mais que ele
Quisesse ser igual
A mim, tinha que dele
Eu receber respeito,
E não é não, injusto
Usar pronomes para
Com homens públicos.
Hoje, eu fico até fora
De modas, e não sei
Se trato as pessoas
Como sempre desejei:
Senhor, senhora, seu,
Dona e assim por
Diante. Eu já chamei
Uma Mulher de valor,
De idade avançada
E bem estudada
De Senhora, e ela
Sem apreciar nada,
Me disse: “Senhora
Está no Céu!” Isso já
Me deixou confuso,
Como eu vou tratar
As pessoas do tempo
De meus pais? Acho
Isso uma civilidade
Fracassada, e passo
O meu tempo atual
Já vendo, ouvindo
E lendo as cobranças.
Como assim, Querino?
A falta de respeito
Está tão demasiada,
Que as pessoas não
Dirigem nem a casa
Que acha que é sua.
Por mais que ruim
Um Presidente seja,
Não deveria ser assim,
Tratado como bicho,
Pois o certo seria sim,
Esperar para tirá-lo
Quando chegar o fim
Do mandato, isso é
Ato dum povo sábio,
Inteligente e tem sim,
Um estudo civilizado.
Mas como eu vejo,
Ouço e leio, eu sinto
Muito, mas está sim,
Fora do que pressinto.
Hoje, não adianto eu
Querer mudar nada,
Porque caso tente,
Terei Polícia em casa.
Mas minha mãe dizia:
“Terra de sapo,
De cócoras com ele.”
É isso que eu já faço.
Diante de tantas leis,
E só aumenta o mal,
A ponto de a vida
Perder o foco no ideal...
Mário Querino – Poeta de Deus

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