Ora, alguém ousou
Inquirir-me assim:
“Confias em Jesus?
Sejas franco a mim.”
Ora, o que objetar?
Somente isso agora:
Eu confio em Jesus,
E conheço a história
Segundo, Escrituras
Sagradas. Por que já
Pergunta-me assim?
Alguém quis explicar
O sentido da morte
De Jesus crucificado,
Novamente inquiriu:
“E tens acreditado
Que Jesus morreu
Por ti?” Daí objetei:
Nisso eu acreditava,
Porém, eu já deixei.
Alguém novamente
Inquiriu: “Por que, ó
Querino, não confia
Mais?” Por viver só,
Pensando nisso sim:
Se Jesus morresse por
Mim, eu não morreria
Mais. Então eu vou
Acreditar que Jesus
Já morreu por mim,
Se a qualquer hora
Minha vida terá fim?
Ora, Jesus morreu
Por meus pecados,
Se fosse por mim
Estaria sossegado,
Pois não morreria
Neste Orbe Terra,
Sobretudo no meu
Amado pé de serra
Titulado Pindobaçu,
Que já tem 73 anos
De Emancipação.
E não acreditando,
Eu continuarei sim,
E tenho a convicção
Que Jesus Cristo
Não morreu não,
Por mim, se tivesse
Morrido, eu não iria
Morrer, se Ele por
Mim já Morreu. Dia
Virá entendimento
No encéfalo do povo,
Que ninguém morre
Por ninguém. Doido
Sou, mas entendo:
Alguém morreu por
Outra pessoa, viva
Essa pessoa ficou,
Mas se ela morrer,
Ninguém morreu
Por ela não, assim,
No Mundo acho eu.
Suponhamos que
Eu morra por você,
Você acha que vai
Também morrer?
Se você achar, eu
Não morri não,
Por você, eu morri
Por mim. Daí então,
Ninguém morre por
Ninguém, por que
Se alguém já quiser
Morrer por você,
Você não morrerá
Mais. Por exemplo:
Quero ir à cidade,
Mas o pensamento
Muda a ideologia,
Daí eu mando você
Em meu lugar sim,
Lá você vai me ver,
Se você por mim
Já foi? Ora, acredito
Que Jesus morreu
Pelos meus delitos
Mas não por mim.
Sendo por mim, eu
Não morreria mais,
Foi por feitos meus.
Daí então, alguém
Não inquiriu mais,
Todos sabem que,
Quem morre se vai
E o outro fica vivo.
Como eu morrerei
No lugar de alguém
E alguém morre? Sei
Não, viu! A história
Está mal contada,
Como dizia D. Dedé,
Minha mãe amada.
Mário Querino – Poeta de Deus

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