Ora, o tanquinho
De D. Marisa deu
Um sinal de fraco.
D. Marisa perdeu
A sua alacridade
E daí me mandou
Reparar e reparei,
Claro, e pior ficou.
Ora, vi D. Marisa
Ficar muito triste,
Ela está cansada,
Porém, eu disse:
Não se preocupe,
Deus sabe fazer
Tudo usando nós.
Eu ouvi-la dizer:
“Não vá comprar
Nada fiado não,
Basta o que deve!”
Não quis discussão,
Apenas eu pensei:
Deus pode clarear
Um meio melhor
Para isso comprar.
Como eu já tinha
Consulta marcada
Com a Psiquiatra,
No dia saí de casa
Em direção à Sede
De Pindobaçu sim,
E Deus me seguiu
Tintim por tintim.
E quando eu fui
Atendido no CAPS,
Fui esperar carro,
E vi em destaque
Sim, um tanquinho
Defronte sim a rua
Onde eu passava.
Vi a estrutura sua,
Boa pra D. Marisa.
Daí inquiri o preço
E vi que podia tê-lo.
Eu dei o endereço,
Paguei no Cartão,
E vim se embora,
Enviei mensagens
Ao meu filho e nora,
Que a Loja iria sim
Trazer tanquinho
Para a casa deles,
Fiquem caladinhos.
Como o celular faz
Fofocas, e é dos 2,
Esqueci de apagar
As missivas, depois
Eu deixei o celular
Sim, sobre a mesa,
E fui trabalhar sim,
À tarde vi tristeza
E ouvi a D. Marisa:
“Compraste mesmo,
O tanquinho, né?
Ora, meu segredo
Foi revelado sim.
Daí inquiri: Quem
Disse, ó D. Marisa?
Ela falou: “Ninguém,
Eu que vi no celular
Umas mensagens.”
Ela ficou bem feliz
Em ouvir verdade:
A senhora já está
Idosa e também
Eu estou, vamos
Usar o que faz bem.
E quando morrer,
Tudo vai ficar aqui,
Vamos desfrutar,
Faz a gente sentir
Mais gosto na vida,
Porque não é lícito
Não, lavar roupa
Com esse sacrifício,
Esfregando assim
Com as mãos. Hoje,
A Loja trazê-lo
Com prazer pôde.
Daí eu fui buscar
Na casa da Vanessa,
No carrinho de mão,
D. Marisa agradeça
Em nome de Jesus,
Pois trabalhamos
Pra termos as coisas
No cantinho baiano
Titulado Pindobaçu
Onde fica Bananeiras,
Lugar onde nasci,
E fico a vida inteira
Com a D. Marisa,
Varoa que vai lavar
Roupa no tanquinho
Que pude comprar.
Mário Querino – Poeta de
Deus







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