Ora, alguém quis saber
Por que pagar Imposto
É lícito, e muita gente
Não tem o bom gosto
De devolver o Dízimo
Para Deus. Ora, como
Eu agora, redarguir,
Se não sou não, dono
Da verdade? Porém,
Ainda sem ter nada,
Devo responder sim,
A pessoa interessada
Em saber tudo isso.
Pois mãe, a D. Dedé,
Já me dizia contente:
“Quem pergunta quer
Saber.” Então, devo
Responder à pessoa
Que quer saber. Não
Devo deixá-la à-toa
Com essa dúvida em
Seu coração na Terra,
Mormente em meu
Amado pé de serra
Intitulado Pindobaçu
Onde a minha vida
É muito boa ao lado
Da Mulher, D. Marisa,
Aqui no bom Distrito
Titulado Bananeiras,
Lugarejo onde eu lido
A minha vida inteira
Na Chácara Santa Maria.
Ora, hoje, eu pergunto,
E já fique bem atento
Nesse ótimo assunto:
Jesus Cristo já pagou
Sim, Imposto quando
Ele morava na Terra,
Pra viver continuando
Sendo exemplo sim,
De um bom cidadão,
A ponto de objurgar
Aos demais cristãos:
“Dá a Cezar, o que é
De Cezar...” Porém, Ele
Devolveu seu Dízimo
Para Deus, o Pai d’Ele?
Quem for dono sim
Da Verdade, indique
Para que as pessoas
Conscientes fiquem.
Para que Cezar queria
O Imposto do povo?
Ora, na minha loucura,
Neste tempo novo
Que visamos Creche,
Escola, Faculdade,
Hospital, Xadrez, ruas
E praças nas cidades,
Distritos e povoados
Pavimentadas, e sim
Bem iluminadas para
Vocês e para mim
Vivermos usufruindo
Disso que o Dirigente
Faz com esse tributo,
Em prol de toda gente
Que paga o Imposto,
Diretamente ou não,
Agora, eu pergunto,
É óbvio, sem coração
Maldoso, mas a fim
De eu saber: O que é
Feito em prol do povo
Com o Dízimo? Quer
Saber também? Viva
Avaliando as obras
Que líderes religiosos
Fazem. Uma nova,
Já aponte para mim.
“Ora, alguém pode
Até ter uma ousadia,
Daí empolgado sobe
No Púlpito para falar:
“A Igreja fez doação,
Para o povo que era
Vítima da inundação.”
Agora, eu pergunto:
Essa doação foi feita
Com o Dízimo? Claro
Que não, ela deixa
Um caminhão baú
Na praça para o povo
Levar o que quiser,
Por querer de novo
As vidas das pessoas
Vivendo sim ditosas
Novamente. Então,
Isso não é não, obra
Atingida pelo Dízimo,
E sim, ato voluntário
Das pessoas que têm
Piedade. Vê o Mário
Querino desse jeito,
E quem poderá iludir
Coração que já para
Um pouco pra refletir?
Então, o Imposto é
Justo, é tão justo sim,
Que até Jesus deixou
O exemplo para mim
E para todos, ó cara.
Porém, Ele devolveu
O seu Dízimo? Claro
Que não, respondeu
Simplesmente só isso:
“Dá a Cezar, o que é
De Cezar...” Então, eu
Sigo Jesus de Nazaré,
Que ensinou grátis
O Caminho pra Vida
Ser bem melhor sim,
Pra mim e D. Marisa,
Contudo, se você é
Uma pessoa que tem
Essa tamanha fé aqui
Na Terra, e também
Tem vontade de dar
O dinheiro já ganho
Com suor e sangue
Vazado, não estranho
Não, é seu, ó cara.
Estou aqui somente
Para responder sim,
A pessoa inteligente
Que quer isso saber,
Mas a grana é sua,
Dê para quem mora
Em mansão, e na rua
Você more. Ora, eu
Sou louco, não besta,
Pra engolir tudo isso,
Que vem à cabeça,
Ó meu caro, amigo!
Deus só quer o nome,
Se o seu nome for
Visto como de Homem
Bom, grato, honesto,
Fiel ao Deus Poderoso
E também para com
Todo esse bom povo,
Já faz sua boa parte,
Aqui no Orbe Terra,
Sobretudo em meu
Amado pé de serra
Titulado Bananeiras
Onde fiz meu pacto
Com o Senhor Deus.
E é assim, que acho
Que eu devo existir
No Planeta Terra,
Até Deus me chamar
No bom pé de serra,
Pra eu ir sim, à outra
Dimensão, que eu
Ainda não sei como
É. Ora, somente Deus
Poderá me mostrar,
Mas só quando eu
Morrer e for provado
Pelo juízo de Deus.
Então, enquanto eu
Estiver no Orbe Terra,
Principalmente aqui
Em meu pé de serra,
Meu negócio é com
O Senhor meu Deus,
Quando Ele me cobrar
Dinheiro Lhe dará eu.
Ora, por que eu digo
Para todos tudo isso?
Porque sou pobretão,
E sei que Deus é rico,
Dono dos céus, Terra
E de tudo que neles há.
Acha que não é golpe
Se alguém me cobrar
10% da minha renda
Que só dá para viver,
Comendo, bebendo,
E também eu poder
Comprar sim, chinelo
E roupa para a gente
Usar sim, protegendo
O corpo, até doente?
Agora, eu já confesso
Com muita convicção:
Se o Deus que eu sirvo,
Cobrar-me um tostão,
Eu sou muito Homem,
Para eu sair sim, d’Ele.
Pois meu pai Antônio,
Era pobre, e com ele
Eu já vivi muitos anos
Aqui em Bananeiras,
E ele sempre me dava,
Durante a vida inteira.
Agora, vocês acham,
Que darei para um Pai
Dono dos céus, Terra
E do que neles há? Vai
Mário Querino! Ralar
Para ganhar um salário
Mínimo, depois pegar
10% e dar ao milionário,
Dono dos céus, Terra
E tudo que há neles.
Ora, se esse Deus for
Pai, não seguirei Ele,
Quando Ele me cobrar
10% da minha renda
Mínima, que nem dá
Para o pão... Entenda...
Mário Querino – Poeta de Deus

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