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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

FAZER PERGUNTAS A QUEM SABE MENOS, É COMO O SÁBIO QUE MANDA RECADO PELO TOLO

 


 


Mário Querino 19/10/2026

Quem quiser poesia,

Já pode me solicitar,

Contudo, não venha

Não, me entrevistar.

 

Quer falar comigo?

Há tempo até morrer,

Pois o meu trabalho

Não impedirá eu ter

 

O bom diálogo não,

Já estou livre agora,

Quem quiser falar,

Escolha a sua hora,

 

Que a gente dialoga

Até o dia inteiro sim,

Ou a noite todinha,

Só não venha a fim

 

De fazer Entrevista,

Porque já sou ciente

Que o Entrevistador

Sabe mais que a gente.

 

Neste caso, eu acho

Algo fora da noção.

Por que, ó Querino?

Pensa bem, ó irmão:

 

Achas que eu farei

Uma pergunta para

Quem sabe menos

Do que eu? Eu, cara,

 

Que amo orientar

A quem não sabe,

Vou fazer pergunta

Do que já sei? Cabe

 

A eu perguntar sim,

A quem sabe, para

Eu aprender mais,

Quero ser um cara

 

Bem instruído por

Quem sabe mais.

Ora, como ousarei

Perguntar o que faz

 

O Entrevistado ficar

Frustrado por algo

Que eu já sei tudo

Sim, tudo decorado?

 

Porque eu todo dia

Procuro aprender

Com quem já sabe.

E por que vou fazer

 

Perguntas a quem

Menos do que eu

Está sabendo aqui

No Mundo de Deus?

 

Achas que eu vou

Pedir alguém para

Contar um caso,  

Eu sendo um cara

 

Que sabe melhor?

Ora, Entrevista, não

É papo para mim,

Pois tenho a noção

 

De que, quem vier

Entrevistar-me já

Sabe do assunto

Que vem indagar.

 

E não há coisa pior

Do que responder

Algo para quem já

Sabe mais. Vai ser

 

Sempre corrigido,

Porque oralmente,

Nem todo mundo

Dialoga livremente.

 

Faço sim, com amor

E grátis uma poesia,

Mas nunca ouse vir

À Chácara Santa Maria

 

Fazer-me Entrevista,

Pois eu sou é Poeta,

E redijo no momento

Ou na hora certa,

 

A final de contas, eu

Não sou não, Orador

Para inventar casos

Sem antes o Senhor

 

Inspirar-me. Então,

Quer sim, conversar  

Comigo, venha aqui,

Que o tempo me dar

 

Tempo pra gente ter

Uma boa conversa,

Você como visitante

E eu como Poeta,

 

Mas tire do encéfalo

A ideia de Entrevista,

Porque a minha fala

Só deve ser escrita

 

Ou um diálogo fora

De uma Entrevista.

Pois não fiz curso

Para ter fala bonita,

 

Se eu escrevo sim,

Poeticamente é só

Por amor e não ter

Aqui algo melhor.

 

Mas nunca venha

Para me entrevistar,

Porque sou Poeta,

E eu não sei falar

 

Oralmente no Orbe

Intitulado Terra,

Sobretudo em meu

Amado pé de serra

 

Titulado Pindobaçu

Onde fica Bananeiras,

Lugarejo onde nasci

E fico a vida inteira

 

Com a Mulher que

Eu amo de coração,

E ela cuida de mim

Neste amado sertão,

 

Onde fica a chácara

Titulada Santa Maria

Construída por nós,

Com fé, amor, alegria,

 

Paz e gratidão a Deus.

Ora, nunca venha não,

A mim com essa

Vontade no coração

 

De fazer Entrevista,

Porque já sou ciente

Que o Entrevistador

Que vier até a gente,

 

Já sabe muito mais

Do que eu, ó cara.

O que vai adiantar,

Eu usar minha fala

 

Diante de quem já

Sabe essa história

Mais do que eu?

Usarei a memória

 

Para objetar algo

Para essa gente

Que já sabe muito

Mais, e sou ciente

 

Disso tudo, irmão?

Então, venha sim,

Com paz e regozijo

Ficar perto de mim,

 

Mas se esqueça sim,

De fazer Entrevista.

Porque você já sabe,

Só não acredita.

 

Mário Querino – Poeta de Deus

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