Ora, eu tive um sono
Muito, muito pesado,
A ponto de eu cair
Na cama. E passado
O tão pesado sono,
Eu me levantei sim,
Atordoado, mas eu
Não estava ruim.
Daí então, peguei
Uma camisa malha
Fria e vesti na boa,
Mas teve atrapalha
Na hora de eu vestir
Minha boa camisa.
Eu fui tomar o café
Ao lado de D. Marisa.
Daí ela sempre ver
Algo em mim, por
Querer me ver sim,
Cheio de esplendor.
Então, a D. Marisa
Educadamente fez
Eu ver como vesti
A camisa, e talvez,
Ela não queria não,
Que eu saísse com
A camisa às avessas,
E isso não é bom
Para uma Mulher
Que ama, e deixa
O povo fazendo
Alguma queixa
Ao terno Marido.
Então, D. Marisa
Disse: “Não ganhe
Com essa camisa
O Mundo!” E daí
Nada entendendo,
Falei: Se sou feliz
Com um pequeno
Pedaço do Orbe
Intitulado Terra
Aqui no Distrito,
Meu pé de serra
Titulado Bananeiras
Onde nasci, cresci
E vivo feliz contigo
Dia e noite aqui
Na chácara titulada
Santa Maria, com
O Mundo inteiro
Acharia muito bom.
Porém, D. Marisa
Queria dizer sim,
Que eu não saísse
E falassem de mim
Com esta camisa
Às avessas. Daí eu
Olhei-me ditoso
E mudei sim, meu
Jeito de ver algo
Que alguém ver.
Porque quem ama
Cuida para valer
Um grande elogio.
Por isso eu vejo
Também quando
Sobrevém almejo
Para a D. Marisa
Usufruir na Terra,
Sobretudo neste
Bom pé de serra
Titulado Pindobaçu
Onde fica o Distrito
De Bananeiras, lugar
Onde eu ditoso fico
Ao lado de D. Marisa
Na Chácara Santa
Maria, onde eu amo
As nossas plantas
E vivo muito bem
Com a D. Marisa,
Mulher que cuida
Bem da minha vida.
Mário Querino – Poeta de Deus


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