Sonhei que um cara
Aproveitava a saída
De um Proprietário
E fazia as escondidas
A sua astúcia sim.
Qual astúcia, Mário,
O cara fazia na roça
Desse Proprietário?
Ora, o cara entrava
De mansinho sim,
Na área bem cercada
E tintim por tintim
Pegava mangueira,
Até mesmo sem ele
Precisar, pois já era
Sim, costume dele.
Daí o Proprietário já
Sabendo de tudo,
Passou um tempo
Fazendo o Estudo
Para pegar o cara
Dentro de sua roça,
Pois não tinha jeito,
E ninguém gosta
De ver alguém sim,
Dentro do cercado
Sem a permissão
Dos empregados.
Ora, o que planejou
Esse Proprietário?
Simplesmente isso:
Pegou o seu salário
E investiu em chip
Para botar na boa
Em sua mangueira,
E quando a pessoa
Fosse pegar a sua
Mangueira, ele visse
Através de câmara
E rasteada por chip.
Ele ficou uns meses
Esperando o cara
Pegar a mangueira.
Eu acho coisa rara,
A gente só vê isso
Em sonho ou nessa
Inteligência Artificial,
Mas como sou Poeta,
E amo escrever sim,
Texto para o povo ler,
Curtir, comentar
E dividir com prazer
Pulou a cerca, já viu
A mangueira de cara.
Daí ele pegou ditoso
E saiu arrastando sim,
A mangueira até sair,
Porque havia capim
Dentro dessa roça.
Ora, a mangueira
Começou a gritar
Alto de tal maneira,
Que o cara ficou sim,
Olhando para trás.
Porém a mangueira
Gritava mais e mais:
“Para onde me leva!
Eu quero voltar sim!
Eu gosto de regar
Com alegria o capim
De meu patrão! Para,
E me leva de volta!
Eu quero ficar sim,
Na minha boa roça!
Vou ligar pra Polícia,
Para me pegar aqui
Em sua roça, ó cara!”
Daí o cara ao ouvir
A mangueira gritar,
Começou a ficar sim,
Nervoso, a ponto
De perguntar assim:
“Que mangueira é
Essa! Meu Senhor,
Meu Senhor Deus,
Perdoa-me, por favor!
Ora, isso só foi sim,
Um sonho, porém,
Já temos recursos
Pra ser real também.
Então, hoje, já fique
Sabendo que nada
Fica não, escondido,
Porque nas casas,
Sobretudo, na roça,
Já tem a Tecnologia
De ponta a ponta.
Sua astúcia, um dia
Será exibida na boa,
Nas redes sociais
Ora, se estiver sim
Precisando, lhe faz
Bem melhor pedir.
Assim certamente,
Encontrará alguém
Que dê o presente.
Daí então, quando
Eu me acordei, vi
Que era somente
Um sonho, e senti
Almejo de redigir
E postar na Internet,
Pra quem me segue
E não me esquece.
Mário Querino – Poeta de
Deus

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