Ora, encontrei alguém
E esse alguém fez sim,
Desafio até com razão,
Pois tintim por tintim
Ela acertaria as contas.
Ora, sem eu contrapor
Fora do normal sim,
Quis logo com fé, vigor
E deliberação, acertar
As contas na boa, para
Que eu ficasse em paz
E ter negociação clara.
Daí, sem duvida, logo
Eu quis resolver sim,
Para ver esse alguém
Logo se sair de mim.
Então, eu já fui claro:
Vamos logo acertar,
Pois após eu morrer,
Nada eu vou te pagar
Nem vou pagar não,
A ninguém daqui,
Porque já estou com
62 anos, e eu não vi
Ainda ninguém que
Já morreu pagar algo
Pra alguém que ficou
Vivo. De olhar fixado
Ficou alguém ao ouvir
A minha palavra sim.
Pois eu declarei para
Alguém que, a Família
Não tem a obrigação
De pagar não, débito
De ninguém na Terra,
Porque o mais certo
De quem deve é pagar
A quem deve. Então,
Vamos acertar tudo
Enquanto eu no Chão
Estou pisando na boa.
Pois quando eu for
Pro Cemitério da Paz
Pra ficar até o Senhor
Chegar pra ressuscitar
O meu velho corpo
Que se virou em Pó
Com regozijo e gosto.
Porem, fique sabendo
Que eu não serei não,
Mais do jeito que eu
Vivo sobre este Chão
Onde já quero acertar
As minhas contas,
Porque quando eu for
Virar sim Pó, pronta
Deve já estar à coisa,
Para deixar a Família
Sossegada, pois quem
Deve algo nesta trilha
É quem deve pagar.
Se eu não acertar não,
As minhas contas aqui,
Amiga, se perder vão,
A não ser que vá sim,
Procurar meu corpo,
No Cemitério da Paz
E tire o valor no bolso.
Por isso mãe Dedé já
Dizia com toda razão:
“É melhor um pássaro
Bem seguro na mão
Do que dois voando.”
Enquanto eu com vida,
Pode vir cobrar débito
Meu sim, à D. Marisa,
Contudo, quando eu
Já estiver sim morto,
Se quiser dinheiro,
Vá pôr a mão no bolso
Da minha calça lá
No Cemitério da Paz,
Porque a D. Marisa
Não deve pagar mais,
Porque o débito era
Meu aqui na Terra,
Sobretudo no meu
Amado pé de serra,
Titulado Bananeiras
Onde comprei algo,
E deixei sem pagar,
Agora, seja perdoado.
Então, vamos acertar
As contas? Se você
Me perdoar, eu vou
Te perdoar com prazer,
Se não, quando eu
Morrer, não vá querer
Visitar a minha casa
Para de você eu obter
Algum perdão. Isso já
É uma coisa fora sim
De meu entendimento,
E tintim por tintim
Eu não vou mais não,
Ouvir para agradecer.
Então, vamos acertar
O que eu devo a você
E você deve pra mim.
Só assim, D. Marisa
Terá sossego na Terra
Durante a sua vida.
Pronto, quanto devo
A você? Alguém quis
Se justificar e disse:
“Sua ausência infeliz
Me deixa no Planeta
Intitulado Terra,
Principalmente aqui
No bom pé de serra.”
Daí eu lhe redargui:
Ora, você não carece
Pagar nada para mim,
Meu coração esquece
Com facilidade tudo
Que alguém deixa
Ele magoado na Terra.
Então, não há queixa
Nenhuma contra você,
Tudo foi passado sim,
Agora, me lanço para
Frente, somente a fim
De ser feliz até voltar
Ao Pó. Depois disso,
Tudo ficará nas mãos
Do Senhor Jesus Cristo.
A única coisa que eu
Ainda penso sobre ti,
É me vê assim tão feliz
E você andando por aí
Só pensando em mim.
Porém, você não deve
Nada para mim não,
Se quiser perdão leve
O quanto você quiser,
Só não sou obrigado
Andar com você não,
De braços dados.
Mário Querino – Poeta de
Deus
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