domingo, 23 de março de 2025

ACERTO DE CONTAS DEVE INCIDIR ANTES DE A MORTE CHEGAR

 


 

Mário Querino 23/03/2025

Ora, encontrei alguém

E esse alguém fez sim,

Desafio até com razão,

Pois tintim por tintim

 

Ela acertaria as contas.

Ora, sem eu contrapor

Fora do normal sim,

Quis logo com fé, vigor

 

E deliberação, acertar

As contas na boa, para

Que eu ficasse em paz

E ter negociação clara.

 

Daí, sem duvida, logo

Eu quis resolver sim,

Para ver esse alguém

Logo se sair de mim.

 

Então, eu já fui claro:

Vamos logo acertar,

Pois após eu morrer,

Nada eu vou te pagar

 

Nem vou pagar não,

A ninguém daqui,

Porque já estou com

62 anos, e eu não vi

 

Ainda ninguém que

Já morreu pagar algo

Pra alguém que ficou  

Vivo. De olhar fixado

 

Ficou alguém ao ouvir

A minha palavra sim.

Pois eu declarei para

Alguém que, a Família

 

Não tem a obrigação

De pagar não, débito

De ninguém na Terra,

Porque o mais certo

 

De quem deve é pagar

A quem deve. Então,

Vamos acertar tudo

Enquanto eu no Chão

 

Estou pisando na boa.

Pois quando eu for

Pro Cemitério da Paz

Pra ficar até o Senhor

 

Chegar pra ressuscitar  

O meu velho corpo

Que se virou em Pó

Com regozijo e gosto.

 

Porem, fique sabendo

Que eu não serei não,

Mais do jeito que eu

Vivo sobre este Chão

 

Onde já quero acertar

As minhas contas,

Porque quando eu for

Virar sim Pó, pronta

 

Deve já estar à coisa,

Para deixar a Família

Sossegada, pois quem

Deve algo nesta trilha

 

É quem deve pagar.

Se eu não acertar não,

As minhas contas aqui,

Amiga, se perder vão,

 

A não ser que vá sim,

Procurar meu corpo,

No Cemitério da Paz

E tire o valor no bolso.

 

Por isso mãe Dedé já

Dizia com toda razão:

“É melhor um pássaro

Bem seguro na mão  

 

Do que dois voando.”

Enquanto eu com vida,

Pode vir cobrar débito

Meu sim, à D. Marisa,

 

Contudo, quando eu

Já estiver sim morto,

Se quiser dinheiro,

Vá pôr a mão no bolso

 

Da minha calça lá

No Cemitério da Paz,

Porque a D. Marisa

Não deve pagar mais,

 

Porque o débito era

Meu aqui na Terra,

Sobretudo no meu

Amado pé de serra,

 

Titulado Bananeiras

Onde comprei algo,

E deixei sem pagar,

Agora, seja perdoado.

 

Então, vamos acertar

As contas? Se você

Me perdoar, eu vou

Te perdoar com prazer,

 

Se não, quando eu

Morrer, não vá querer

Visitar a minha casa

Para de você eu obter

 

Algum perdão. Isso já

É uma coisa fora sim

De meu entendimento,

E tintim por tintim

 

Eu não vou mais não,

Ouvir para agradecer.

Então, vamos acertar

O que eu devo a você

 

E você deve pra mim.

Só assim, D. Marisa

Terá sossego na Terra

Durante a sua vida.

 

Pronto, quanto devo

A você? Alguém quis

Se justificar e disse:

“Sua ausência infeliz  

 

Me deixa no Planeta

Intitulado Terra,

Principalmente aqui

No bom pé de serra.”

 

Daí eu lhe redargui:

Ora, você não carece

Pagar nada para mim,

Meu coração esquece

 

Com facilidade tudo

Que alguém deixa

Ele magoado na Terra.

Então, não há queixa

 

Nenhuma contra você,

Tudo foi passado sim,

Agora, me lanço para

Frente, somente a fim

 

De ser feliz até voltar

Ao Pó. Depois disso,

Tudo ficará nas mãos

Do Senhor Jesus Cristo.

 

A única coisa que eu

Ainda penso sobre ti,

É me vê assim tão feliz

E você andando por aí

 

Só pensando em mim.

Porém, você não deve

Nada para mim não,

Se quiser perdão leve

 

O quanto você quiser,

Só não sou obrigado

Andar com você não,

De braços dados.

 

Mário Querino – Poeta de Deus   

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