Quando a pessoa é sim,
Nova e carrega ilusão,
Quer dar sua alma, seu
Espírito e seu coração
A quem surge primeiro.
Isso é do ser humano,
Eu também carreguei
Neste cantinho baiano
Essa complexa ilusão.
Se não fosse o Senhor
E a Jovem Maria José,
Que por fé e amor
Tiraram-me do fundo
Do poço onde eu caí
E fiquei ali sem força
Pra de o poço eu sair,
Eu estaria sim na pior,
Talvez, teria morrido
Longe de Bananeiras
E deste povo querido.
Ora, o amor de jovem
É abstruso na Terra,
Sobretudo no meu
Amado pé de serra.
Por que, ó Querino?
Ora, sempre eu amei,
Amo e almejo amar,
Mas o que já passei
Não dá mais pra crer
No gostar adolescente
Nem no amor que há
Sim entre essa gente
Que confessa que ama
E ao virar as costas,
Aparece outra prenda
E daí, logo dela gosta.
Assim, acontece sim,
Com a mulher que diz
Que ama seu marido,
Dando as costas, feliz
Segue com outro sim.
Será que dá para crer
No amor que a gente
Na vida moderna vê?
Se outrora era assim,
Imagina hoje, ó cara!
Então, a gente sempre
Com a ilusão se depara.
Por isso é complicado
A gente dar o coração
Com alma e o espírito
A quem oferece ilusão.
E na vida adolescente
Isso incide bastante,
Revelar depois dos 60
Anos é importante.
Eu estudando o amor
Entre eu e D. Marisa,
E não pretendo parar,
Vou até o fim da vida,
Porque a ilusão é forte
E não escolhe idade
Para destruir a união,
Ainda tendo amizade,
A gente deve ter sim
Cautela. Deus permite,
Quando a gente quer,
Pois isso Ele já disse:
“Maldito o homem que
Confia no homem.” Isto
Dá a entender que eu
Neste amado Distrito,
Devo confiar em Deus
E ter cuidado com seres
Humanos até o fim,
Pois há muitos dizeres,
E nada será impossível,
Tudo pode acontecer.
Ora, a ilusão já me fez
Desnortear e sofrer.
Por isso eu estudo sim
Sobre o nosso amor,
Claro, já tem 43 anos
Que a gente iniciou
A nossa boa amizade,
E já tem 37 anos que
A gente feliz resolveu
Juntinhos aqui viver.
Sei que o nosso amor
Só aumenta na Terra,
Mormente no meu
Amado pé de serra
Intitulado Pindobaçu
Onde fica Bananeiras,
Recinto onde eu amo
D. Marisa a vida inteira.
Porém, não deixo não,
De estudar este amor,
Para que essa ilusão
Jamais seja superior
A nossa boa amizade.
Ora, se uma serpente
Iludiu Eva, acha que
Não tentará a gente?
Alguém pode até dizer:
“Mas já estão velhos,
Isso não incidirá não,
Quer dizer, não espero.”
Ora, a minha mãe dizia:
“Coco velho que dá azeite.”
Então, tudo na Terra
Pode oferecer o deleite.
Por que estudo o amor?
Por ser à base da vida,
E sem amor eu estaria
Morto e sem D. Marisa.
Mário Querino – Poeta de
Deus

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