Ora, eu já ouço fala
De gente que é sim,
De natureza oposta,
A ponto de ver ruim
Os programas que
O Governo Federal
Criou por amor sim,
Em prol do pessoal
Que tinha precisão
De auxílio, e quem
Ganha esse auxílio
Não fala tão bem
Do Governo Federal.
Por que, ó Querino?
Porque eu ouço sim,
No canto nordestino
Gente que comenta
Sobre o que deveria
Comprar, mas não
Compra. Daí todo dia
Fica na Internet sim,
Cobrando a Picanha
Que o Sr. Lula citou.
Quem fala já ganha
Pra comprar coisas
Básicas e viver bem,
E em vez em quando,
Poderia ter também
Picanha no almoço.
Será Mário Querino?
Obviamente, deveria
No canto nordestino
Comer Picanha sim.
Por que falas assim?
Porque eu vejo tudo
Tintim por tintim,
Quando vou à Sede
Do amado Distrito
Na noite de sábado
E de domingo, e fico
Vendo o movimento
Na Praça da Igreja,
Comem e bebem sim
Cachaça e cerveja.
Na minha intuição
Não é não poder,
É gostar de gastar
E ficar sem comer
Picanha que você
Deveria comprar
Com esse auxílio
Do Chefe que está
Dividindo pra todos.
Vejo ao contrário,
E quem diz que não
Dá onde fica, Mário?
Ora, na banca sim,
Tomando cerveja
E comendo coisas
Que a alma almeja.
Quanto custa uma
Cerveja? Quantas
Cervejas você bebe?
Será que as tantas
Que você bebe, não
Daria para comprar
Aqui uma Picanha,
E comer sem falar
Mal de quem quer
Fazer o melhor em
Prol do Brasil? Ora,
Se ainda há alguém
Que não come não,
Uma boa Picanha,
Por beber cerveja
Sim, e o que ganha
Paga ao dono do Bar,
Daí usa a Internet
E critica sem noção
De quem merece
Um sincero elogio.
Ora, deixe de beber
Cerveja sim no final
De semana, pra ver
Se você não come
Picanha com a Família!
Mas querendo ser
Rico, siga a sua trilha,
Sem falar mal, pois
Quem pega a grana
E paga cerveja, todo
Final de semana,
De fato, nunca vai
Comer não, Picanha,
Pois só é um auxílio
A grana que ganha.
Mário Querino – Poeta de
Deus






