domingo, 22 de fevereiro de 2026

QUEM FAZ AQUI, PAGA É AQUI, PARA TODO MUNDO VER, POIS AO MORRER, NINGUÉM VÊ NADA

Mário Querino 22/02/2026


Ora, alguém começou

Fazer tudo que intuía,

Porque assim achava

Ótimo tudo que fazia.

 

Mas não parava não,

Pra refletir um pouco

E depois fazer tudo

Com alegria e gosto.

 

Não intuía que a vida

Dava-lhe tudo sim,

Mas tudo precisaria

Prestar conta no fim.

 

Porque a Lei Natural

Exige retorno, na boa,

De tudo que é feito

Aqui. Se uma pessoa

 

Praticar algo na vida

Achando que não

Vai pagar nada aqui,

Pode deixar a ilusão,

 

Pois tudo que gente

Faz aqui na Terra,

Mormente em meu

Amado pé de serra,

 

Vai pagar sim, custe

O que custar na vida.

Pois para o Céu não

Vai, caso tenha dívida.

 

Não é bom ficar não,

Praticando algo ruim,

Achando que terá

O perdão do Senhor

 

Que fez céus, terra

E tudo que neles há.

Porque na minha

Intuição o perdoar

 

Vale pro inocente,

E quem faz cônscio,

Achando que não

Paga, fique pronto

 

Pra auferir o Carnê

Com valor da dívida

Que deve pagar sim

Enquanto tiver vida.

 

Porque, ó Querino?

Porque já tenho 63

Anos de vida, e ainda

Não ouvir entre vocês

 

Gente dizer que morto

Pague alguma coisa

Para quem ficou vivo.

E eu acho ideia doida

 

De quem relata que,

Se alguém praticar

Coisas contra as leis

Ao morrer vai pagar.

 

Isso é um absurdo,

Por que, ó Querino?

Porque eu sou louco

No canto nordestino, 


Mas eu nunca vi nem

 Ouvi alguém dizer

Que morto pague algo

Pra mim ou para você.

 

Mas se você recebeu

Algo de um morto,

Desculpa-me, você

Está sim, mais louco

 

Do que eu no Orbe

Intitulado Terra,

Sobretudo no meu

Amado pé de serra

 

Titulado Bananeiras

Onde eu nasci, cresci

E estou vivo na boa,

Contudo, eu nunca vi  

 

Nenhum morto pagar

Nenhuma divida aqui

No Planeta Terra

Nem de Jesus eu ouvi,

 

Pois Ele manda fazer

Uma reconciliação,

Mas enquanto vivo,

Morto não faz não.

 

Se você me deve sim

Grana, e eu ficar aqui

Na espera de receber

Só quando você partir,

 

Jamais vou receber,

Porque espírito não

Lida com dinheiro,

Isso é a pura ilusão,

 

Duma pessoa pagar

As suas dívidas após

Morrer. Quem tiver

Essa ideia de enganar,

 

Por favor, não venha

A mim, pois eu não

Acredito que morto

Tenha a concepção   

 

 

Pra ele vir e me pagar

O que me deve aqui.

Portanto, faça o certo,

Para eu receber de ti

 

Enquanto ser vivo.

Porque quando você

Morrer, não conte

Mas comigo, o viver

 

Honesto deve ser sim,

Aqui no Planeta Terra,

Principalmente aqui

Em meu pé de serra

 

Titulado Bananeiras.

Quem dever e não

Pagar antes da morte,

Morre como ladrão,

 

Igual aquele que ficou

Ao lado de Jesus

E pediu perdão sim

Pendurando na cruz,

 

Mas morreu sendo

Um ladrão, que até

Hoje, quando se cita

Seu nome, ainda é

 

O ladrão que foi sim,

Perdoado. Quer dizer,

Que morreu ladrão,

E ninguém quer saber

 

Se Jesus lhe perdoou.

Continua com a fama

Sim, de ladrão ao lado

De Jesus. Se o chama

 

De ladrão, porque ele

Ainda não pagou nada,

E nunca vai pagar

As coisas já roubadas,

 

Porque espírito não

Trabalha com matéria,

Quem achar que sim,

Tem uma fraca ideia.

 

Pior do que a minha,

Porque sou um louco,

Não creio que eu vou

Auferir algo de morto.

 

Isso é papo furado

Ou conversa pra boi

Dormir. Ora, morreu?

Obviamente, já se foi.

 

Porque quem aqui faz,

Vai pagar é aqui

Com vida na Terra,

Não depois que partir.

 

Mário Querino – Poeta de Deus

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