Ora, alguém começou
Fazer tudo que intuía,
Porque assim achava
Ótimo tudo que fazia.
Mas não parava não,
Pra refletir um pouco
E depois fazer tudo
Com alegria e gosto.
Não intuía que a vida
Dava-lhe tudo sim,
Mas tudo precisaria
Prestar conta no fim.
Porque a Lei Natural
Exige retorno, na boa,
De tudo que é feito
Aqui. Se uma pessoa
Praticar algo na vida
Achando que não
Vai pagar nada aqui,
Pode deixar a ilusão,
Pois tudo que gente
Faz aqui na Terra,
Mormente em meu
Amado pé de serra,
Vai pagar sim, custe
O que custar na vida.
Pois para o Céu não
Vai, caso tenha dívida.
Não é bom ficar não,
Praticando algo ruim,
Achando que terá
O perdão do Senhor
Que fez céus, terra
E tudo que neles há.
Porque na minha
Intuição o perdoar
Vale pro inocente,
E quem faz cônscio,
Achando que não
Paga, fique pronto
Pra auferir o Carnê
Com valor da dívida
Que deve pagar sim
Enquanto tiver vida.
Porque, ó Querino?
Porque já tenho 63
Anos de vida, e ainda
Não ouvir entre vocês
Gente dizer que morto
Pague alguma coisa
Para quem ficou vivo.
E eu acho ideia doida
De quem relata que,
Se alguém praticar
Coisas contra as leis
Ao morrer vai pagar.
Isso é um absurdo,
Por que, ó Querino?
Porque eu sou louco
No canto nordestino,
Mas eu nunca vi nem
Ouvi alguém dizer
Que morto pague algo
Pra mim ou para você.
Mas se você recebeu
Algo de um morto,
Desculpa-me, você
Está sim, mais louco
Do que eu no Orbe
Intitulado Terra,
Sobretudo no meu
Amado pé de serra
Titulado Bananeiras
Onde eu nasci, cresci
E estou vivo na boa,
Contudo, eu nunca vi
Nenhum morto pagar
Nenhuma divida aqui
No Planeta Terra
Nem de Jesus eu ouvi,
Pois Ele manda fazer
Uma reconciliação,
Mas enquanto vivo,
Morto não faz não.
Se você me deve sim
Grana, e eu ficar aqui
Na espera de receber
Só quando você partir,
Jamais vou receber,
Porque espírito não
Lida com dinheiro,
Isso é a pura ilusão,
Duma pessoa pagar
As suas dívidas após
Morrer. Quem tiver
Essa ideia de enganar,
Por favor, não venha
A mim, pois eu não
Acredito que morto
Tenha a concepção
Pra ele vir e me pagar
O que me deve aqui.
Portanto, faça o certo,
Para eu receber de ti
Enquanto ser vivo.
Porque quando você
Morrer, não conte
Mas comigo, o viver
Honesto deve ser sim,
Aqui no Planeta Terra,
Principalmente aqui
Em meu pé de serra
Titulado Bananeiras.
Quem dever e não
Pagar antes da morte,
Morre como ladrão,
Igual aquele que ficou
Ao lado de Jesus
E pediu perdão sim
Pendurando na cruz,
Mas morreu sendo
Um ladrão, que até
Hoje, quando se cita
Seu nome, ainda é
O ladrão que foi sim,
Perdoado. Quer dizer,
Que morreu ladrão,
E ninguém quer saber
Se Jesus lhe perdoou.
Continua com a fama
Sim, de ladrão ao lado
De Jesus. Se o chama
De ladrão, porque ele
Ainda não pagou nada,
E nunca vai pagar
As coisas já roubadas,
Porque espírito não
Trabalha com matéria,
Quem achar que sim,
Tem uma fraca ideia.
Pior do que a minha,
Porque sou um louco,
Não creio que eu vou
Auferir algo de morto.
Isso é papo furado
Ou conversa pra boi
Dormir. Ora, morreu?
Obviamente, já se foi.
Porque quem aqui faz,
Vai pagar é aqui
Com vida na Terra,
Não depois que partir.
Mário Querino – Poeta de
Deus

Nenhum comentário:
Postar um comentário