Ora, ontem, depois
De um dia de labor,
Cheguei sim em casa
E com o meu amor
Intitulado D. Marisa,
Fiquei ditoso e bem
Alegre, e daí chegou
Sim à noite também.
Então, me deitei sim
Na boa para dormir
Ao lado de D. Marisa
Que sempre fica aqui
Na Chácara Santa Maria.
Então, eu peguei sim
Num sono tranquilo
Aqui, tintim por tintim.
Daí comecei a sonhar
Sobre algo que faz
Muito sentido na vida
Que até aqui me traz
Vivo ao lado da Varoa
Intitulada D. Marisa,
Mulher que cuida sim,
Bem da minha vida.
Então, eu sonhei sim,
Que um cara estava
Trabalhando na rua
Onde muitos notavam
Que esse cara atuava
Com muita agilidade
E a obra era bem feita
Com amor e vontade.
2 senhores chegaram
E ficaram conversando.
Daí 1 falou bem assim,
É óbvio, apontando
Para o cara que ralava
Para ganhar dinheiro
Justo e com suor sim,
Durante o dia inteiro:
“Esse cara é um doido.”
Daí o amigo objetou:
“Pelo que estou vendo,
Ele é um trabalhador
Que tem desenvoltura,
E ele trabalha sim, sem
Parar um minuto
E eu nunca vi ninguém
Trabalhar tanto assim.
Por que você diz que
Ele é um doido? Não
Creio. Por que você
Comenta isso a mim?”
Ora, seu amigo falou:
“Vamos fazer um teste,
E te mostrar eu vou.”
O amigo inquiriu assim:
“Como será esse teste?”
Seu amigo falou na boa:
“Vá, mas não se apresse
Na conversa que terá
Com ele. Ora, quando
Você estiver com ele
Na boa conversando,
Você pergunta assim:
Amigo, você gosta
Muito de dinheiro né?
Ora, pela sua resposta
Você vai saber agora.
Se ele disser que não,
Gosta, você vai ver
Que eu tenho razão
De falar que é doido.”
Ora, o cara já ouvindo,
Mas fazendo de conta
Que não ouvia, e indo
Para um espaço mais
Perto, para responder
Com inteligência
Educação e sim, saber.
Daí chegou o amigo
E começou a conversar,
A conversa estava boa,
A ponte de perguntar:
“Amigo você trabalha
Com essa agilidade,
Parece que ganha sim,
Muita grana na cidade,
É verdade que ganha
Muito dinheiro aqui?”
Ora, o cara objetou:
“Faço para me divertir,
Não viso só dinheiro.”
Daí o amigo inquiriu:
“Não gosta de grana?”
O cara lhe olhou e riu,
Depois falou: “Eu não
Gosto de dinheiro.”
Ele meneou a cabeça
O seu tempo inteiro
Daí perguntou assim:
“Não gosta de dinheiro?”
O cara assim falou:
“Trabalho o dia inteiro,
Mas não gosto, gosto
É do que compro, para
Eu viver bem na Terra.
Eu ter dinheiro, ó cara,
E viver aqui precisando
Das coisas, só por ser
Apegado ao dinheiro,
Eu digo agora a você:
Eu seria um cara doido,
E besta aqui na Terra,
Mormente em meu
Amado pé de serra
Intitulado Pindobaçu
Onde fica Bananeiras,
Lugar onde eu nasci
E ralo a vida inteira
Pra possuir as coisas
Honestamente aqui.
Não gosto do dinheiro
Mas do que sempre vi
Na minha casa chegar
Obtido pelo dinheiro
Que eu ganho aqui
Ralando o dia inteiro.
Ora, se você tiver sim,
Muito dinheiro e não
Trocar ele por nada
Na vida, é um pobretão.
Então, se eu gostasse
Do dinheiro, eu ficaria
Com ele em meu bolso,
E jamais eu daria
O meu dinheiro para
Outra pessoa na Terra,
Sobretudo aqui em
Meu bom pé de serra.”
Daí eu me acordei
E decidi descrever sim,
Este sonho que veio
Nesta noite para mim.
Mário Querino – Poeta de
Deus

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