sexta-feira, 3 de abril de 2026

GOSTA DO DINHEIRO? DEVEMOS GOSTAR DO QUE O DINHEIRO COMPRA

 


 

Mário Querino 03/04/2026

Ora, ontem, depois

De um dia de labor,

Cheguei sim em casa

E com o meu amor

 

Intitulado D. Marisa,

Fiquei ditoso e bem

Alegre, e daí chegou

Sim à noite também.

 

Então, me deitei sim

Na boa para dormir

Ao lado de D. Marisa

Que sempre fica aqui

 

Na Chácara Santa Maria.

Então, eu peguei sim

Num sono tranquilo

Aqui, tintim por tintim.  

 

Daí comecei a sonhar

Sobre algo que faz

Muito sentido na vida

Que até aqui me traz

 

Vivo ao lado da Varoa

Intitulada D. Marisa,

Mulher que cuida sim,

Bem da minha vida.

 

Então, eu sonhei sim,

Que um cara estava

Trabalhando na rua

Onde muitos notavam

 

Que esse cara atuava

Com muita agilidade

E a obra era bem feita

Com amor e vontade.

 

2 senhores chegaram

E ficaram conversando.

Daí 1 falou bem assim,

É óbvio, apontando

 

Para o cara que ralava   

Para ganhar dinheiro

Justo e com suor sim,

Durante o dia inteiro:

 

“Esse cara é um doido.”

Daí o amigo objetou:

“Pelo que estou vendo,

Ele é um trabalhador

 

Que tem desenvoltura,

E ele trabalha sim, sem  

Parar um minuto

E eu nunca vi ninguém

 

Trabalhar tanto assim.

Por que você diz que

Ele é um doido? Não

Creio. Por que você

 

Comenta isso a mim?”

Ora, seu amigo falou:

“Vamos fazer um teste,

E te mostrar eu vou.”

 

O amigo inquiriu assim:

“Como será esse teste?”

Seu amigo falou na boa:

“Vá, mas não se apresse

 

Na conversa que terá

Com ele. Ora, quando

Você estiver com ele

Na boa conversando,

 

Você pergunta assim:

Amigo, você gosta

Muito de dinheiro né?

Ora, pela sua resposta

 

Você vai saber agora.

Se ele disser que não,

Gosta, você vai ver

Que eu tenho razão

 

De falar que é doido.”

Ora, o cara já ouvindo,

Mas fazendo de conta

Que não ouvia, e indo

 

Para um espaço mais

Perto, para responder

Com inteligência

Educação e sim, saber.

 

Daí chegou o amigo

E começou a conversar,

A conversa estava boa,

A ponte de perguntar:

 

“Amigo você trabalha

Com essa agilidade,

Parece que ganha sim,

Muita grana na cidade,

 

É verdade que ganha

Muito dinheiro aqui?”

Ora, o cara objetou:

“Faço para me divertir,

 

Não viso só dinheiro.”

Daí o amigo inquiriu:

Não gosta de grana?”

O cara lhe olhou e riu,

 

Depois falou: “Eu não

Gosto de dinheiro.”

Ele meneou a cabeça

O seu tempo inteiro

 

Daí perguntou assim:

“Não gosta de dinheiro?”

O cara assim falou:

“Trabalho o dia inteiro,

 

Mas não gosto, gosto

É do que compro, para

Eu viver bem na Terra.

Eu ter dinheiro, ó cara,

 

E viver aqui precisando

Das coisas, só por ser

Apegado ao dinheiro,

Eu digo agora a você:

 

Eu seria um cara doido,

E besta aqui na Terra,

Mormente em meu

Amado pé de serra

 

Intitulado Pindobaçu

Onde fica Bananeiras,

Lugar onde eu nasci

E ralo a vida inteira

 

Pra possuir as coisas

Honestamente aqui.

Não gosto do dinheiro

Mas do que sempre vi  

 

Na minha casa chegar

Obtido pelo dinheiro  

Que eu ganho aqui

Ralando o dia inteiro.

 

Ora, se você tiver sim,

Muito dinheiro e não

Trocar ele por nada

Na vida, é um pobretão.

 

Então, se eu gostasse

Do dinheiro, eu ficaria

Com ele em meu bolso,

E jamais eu daria

 

O meu dinheiro para

Outra pessoa na Terra,

Sobretudo aqui em

Meu bom pé de serra.”

 

Daí eu me acordei

E decidi descrever sim,

Este sonho que veio

Nesta noite para mim.

 

Mário Querino – Poeta de Deus

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