Poeta Mário Querino 04/12/2016 |
Nós sentimos o amor,
Confiamos em alguém,
Mas a mente preparou
Desconfiança também.
Porque já está escrito:
“Maldito é o homem
Que acredita...”. Isto
Louvaminha o nome
De quem há confiança.
O outro homem está
Em nós e dá segurança
Basta à gente buscar.
Tem interpretação sim,
Mostra a desconfiança
E nos leva até ao fim,
Tirando esta esperança
De atermos nos amigos
Claro, devemos confiar,
O homem que é referido
É o que em nós está,
E não o nosso próximo.
Se tirássemos o antigo
Homem seria negócio
E ateríamos no amigo.
Deus dá a propriedade
De sermos bons e justos,
Mas cabe a honestidade
Em nós e nesse público.
Eis aí a grande questão!
Muitos não querem ter
A boa interpretação
Para no mundo viver
Confiando no próximo.
Daí pega esta letra
E elabora seu negócio
Tirando de sua cabeça
A azada interpretação.
Isso não quer dizer
Não há fiúza no irmão,
Mas tiraremos do viver
O homem velho que há
Dentro de nós, assim,
Poderemos confiar
No próximo até ao fim.
Mário Querino – Poeta de Deus
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