Ora, era uma raposa
Que tirava sim a paz
Das nossas galinhas,
Hoje, a Natureza traz
Outro problema sim,
Que estudarei na boa
Para os ovos não
Serem engolidos à-toa.
Por um grande teiú
Que não pode ouvir
Uma galinha cantar,
Logo ele vem engolir
Sim, o ovo no poleiro.
Ora, quando a gente
Vai pegar o ovo, o teiú
Já foi sim na frente.
Como eu vejo o teiú
Passar pela tela, vou
Comprar uma tela fina
Pra evitar o comedor
De ovos na Chácara
Santa Maria, pois
Não é lícito comprar
Ração cara e depois
Não ter nem direito
De vender um ovo
Pra ganhar dinheiro
Da mão desse povo.
Hoje, galinha cantou
E eu fui pegar o ovo,
Quando lá cheguei,
Eu vi o teiú de novo,
E não quero matá-lo.
Pois ele é um animal
Muito lindo, e acho
O delito descomunal.
Então, o que fazer?
Vou comprar tela
Fina que não passe
Teiú, e ter na tigela
Ovos pra eu vender
As pessoas vizinhas,
E com esse dinheiro
Obter pras galinhas
Ração. Ora, o teiú
Tem razão, por que
Ele não trabalha
Mas precisa comer.
Como eu não posso
Dar ovos para o teiú,
Vou comprar a tela
Na Sede de Pindobaçu.
E o amigo teiú vá
Procurar outra coisa
Para comer, por que
D. Marisa está doida
Para pegá-lo dentro
Do poleiro. Teiú, teiú!
Cuidado, já quer dar
Uma boa surra em tu
A D. Marisa. Sei não,
Viu! A raiva que está
Em D. Marisa, caso
Ela vá ao poleiro e lá
Tu estiveres, ó teiú,
Tu vais ganhar sim,
Uma grande surra,
Acredite em mim.
Mário Querino – Poeta de Deus


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