Ora, se Deus fosse sim,
Considerar os feitos
Que eu durante a vida
Já pratiquei satisfeito,
Se Ele pegasse o meu
Corpo e esquartejasse,
Arrastando pelo Chão,
Na coivara queimasse
E jogasse a cinza sim,
No centro de um mar,
Eu ainda não pagaria
Os pecados. Ora, está
Implexo sim, o viver
Que tenho na Terra,
Principalmente aqui
Em meu pé de serra
Titulado Bananeiras
Onde eu nasci, cresci
E vivo pecando sim
Sem conseguir fugir
De pecados que vêm
Cruzando minha vida
Que tenho sim ao lado
Da Mulher, D. Marisa.
Então, esse negócio
De eu me privar por
Somente por ouvir
Palavra de Pregador
Que pratica algo pior
Que eu faço é loucura,
E falta de boa noção
Entre essas criaturas
Que Deus já fez assim
Como somos na Terra,
Sobretudo neste meu
Amado pé de serra
Titulado Pindobaçu
Onde fica Bananeiras,
Lugar onde eu estou
Ditoso a vida inteira
Ao lado desta Mulher
Intitulada D. Marisa,
Mulher que cuida sim
Bem da minha vida,
Quer dizer, até aqui.
Mas o que Deus fez
Certo, ninguém muda
Na Terra não. Talvez,
Você até ouse dizer:
“Ora, Deus fez todos
Certos, mas o Diabo
Usa esse ideal doido.”
Agora, eu pergunto:
Não acha que seja sim,
Uma incoerência isso,
Que afirma para mim?
Se Deus é um Senhor
Que não muda, tem
Poder sobre as coisas
Que Ele criou e vem
Mantendo a presença
E a sabedoria até aqui,
E você me dizer que
O Diabo pode conseguir
Mudar ideal da gente?
Ora, se a gente mudar
O ideal é porque nós
Já vivemos num lugar
Aonde já foi deixado
Por Deus, a violência,
Inveja, ciúme, a dor,
Traição e o que pensa
Seu coração, e o meu,
Sem dúvida, na Terra,
Mormente em meu
Apreciado pé de serra
Titulado Bananeiras
Onde vivo todo dia
Ao lado de D. Marisa
Na Chácara Santa Maria.
Então, se Deus fosse
Um Deus vingativo,
Como Pregador fala
Pros irmãos e amigos,
Nenhum Pregador
Teria a ousadia para
Julgar os meus feitos,
Pois eu sou um cara
Que já confesso sim:
Se Deus tivesse a ira
Que Pregador já fala
Sim, pra esse caipira,
Eu já estaria abolido
Há muitos anos daqui
Deste Planeta Terra,
Pois o que já cometi,
Não vai não, pro Gibi.
Por que eu nunca vou
Confessar para gente
Que faz pior. Eu sou
Cônscio que a língua
De gente não tem
Nenhum controle não,
E espalha o que vem
Na mente ou coração,
Basta eu ficar de fora
Da Religião ou Grupo,
Pro povo saber agora
De tudo que eu falei
Ao Pregador, ciente
Que ele não contaria
Nada pra essa gente,
Sobretudo pra Polícia
Vir me pegar na boa.
Então, o que eu fiz só,
Não cabe às pessoas,
Mas, somente a Deus.
Ora, quer saber sim,
Do que eu pratiquei
E ainda pratico, é ruim
Pra você, então fique
Sem saber para não
Passar vergonha aqui
Entre seus irmãos,
Amigos e concidadãos.
Pois eu não fiz nada
Que apraz a ninguém.
Ora, a minha palavra,
Os meus feitos e sim,
Minhas atitudes são
Contra ao Senhor Deus,
Mas se sou assim, não
Tenho culpa, foi Deus
Quem me deu a vida
Que já me leva assim,
Desde quando a lida
De meus pais iniciou
Pra gerarem esse cara
Assim tão pecador,
Que até hoje, é clara
Esta minha ideologia,
Que muitos acham sim,
Que eu sou louco aqui,
Isso é bom para mim.
Pois quem quiser ser
Normal, inteligente
E muito sabido, seja,
Eu estou sim contente,
Ao lado desta Mulher
Que um dia falou:
“Se ele é um doido, eu
Sou doida e meia.” Sou
Cônscio que já sofri
Muito aqui na Terra,
Sobretudo em São Paulo,
Na minha juventude, Era
Em que eu vivia iludido,
Coisa de jovem sim,
Mas não fui um fraco
Para seguir a vida ruim.
Ora eu dei uma volta
Por cima e já construí
Um paraíso com amor
Para viver bem aqui
Neste vasto Planeta
Intitulado Terra,
Principalmente aqui
No amado pé de serra
Titulado Bananeiras
Onde eu nasci, cresci
Para amar a D. Marisa,
Não no Céu, mas aqui
Na Chácara Santa Maria,
Lugar que eu amo
E tenho a inspiração
Neste cantinho baiano.
Ora, sobre algo do Céu,
Vou deixar pra relatar
Quando eu morrer
E a alma for sim pra Lá.
Por enquanto, não sei
De nada sobre o Céu,
E para quem souber
Eu tiro feliz o chapéu.
Pois nem Jesus Cristo
Ainda falou como é
A vida no Céu, se Ele
Já te falou, não quer
Ir por que, se já tem
Tamanha ambição,
Que somente pensa
Em ganhar milhão?
Mário Querino – Poeta de
Deus

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