Alguém perguntou:
“Tu queres sim, viver
Até quando no Orbe?”
Eu pergunto a você:
Por que me pergunta?
Você tem vida pra dar?
Se tiver, dê para mim,
Pois nunca vou desejar
Morrer e deixar a Terra,
Lugar onde eu amo
A minha terna Mulher,
E sempre lhe chamo
De D. Marisa. Então,
Se você tiver vida
Para me dar, nunca
Deixarei a D. Marisa.
Ora, como já sei que,
Não tem escapatória,
O meu viver é Cristo
E o morrer é vitória.
Então, não tem não,
Nenhuma resposta
Da vinda da morte.
Ora, a gente gosta
De viver sim, é aqui,
Mas fica querendo
Ir para o Céu sim,
E não quer morrer
Não, para ir pro Céu.
Sempre vejo gente
Apelando para não ir
Nem ver a inteligente
Morte. Por que cara,
A morte é inteligente?
Ora, porque quando
A gente é descontente,
A morte nem está aí,
Mas quando a gente
Está repleto de fama,
E alegria, ela chama:
“Ei! Eu vim te buscar.”
Daí a gente objeta:
“Ora, vivi na miséria
E você não quis esta
Vida que já tenho,
Já quer me conduzir
Para um lugar que
Eu não quero ir?”
Ora, o tempo que eu
Quero viver na Terra,
Sobretudo no meu
Amado pé de serra
É sim, eternamente.
Mas como sou louco,
Entendo que não há
Escapatória, de gosto
Ou sem gosto, eu irei
Para outra Dimensão,
Agora, não me inquira
Qual, pois não sei não.
Ora, até onde eu sei,
Hoje vou falar sincero
Sem qualquer dúvida:
Irei para o Cemitério,
Se não sobrevier não,
No dia um imprevisto
Depois que eu morrer
Neste amado Distrito
Intitulado Bananeiras
Onde eu nasci, cresci
E almejo ainda morrer
Com alacridade aqui.
Ora, se lá no Céu eu
Sim, conseguir espaço
Igual a este que tenho
Entre a Natureza, faço
Este comentário: “Eu
Vou deixar a Terra
Por outro lugar igual
Ao meu pé de serra.”
Então, isso para mim
Não é vantagem não,
Trocar um paraíso por
Outro idêntico. São
Aforismos imaginários
Que oferece esta vida.
Ora, acho que no Céu
Não vou ter D. Marisa.
Então, eu já vejo que
Aqui na Terra é sim,
Melhor pra D. Marisa
E também para mim.
Agora, eu já pergunto:
Por que os pregadores
Não querem ir pro Céu?
Porque aqui entre dores,
Altos e baixos é sim,
Mais realidade do que
No Céu, que para se ir
É sim, preciso morrer.
Alma e espírito vão se
Desaparecer, o corpo
Será Pó no Cemitério.
Ora, isso me traz gosto?
É óbvio que não traz,
Fico sem a expectativa
Quando penso em ficar
Longínquo de D. Marisa.
Então, me deixa aqui
Mesmo no Orbe Terra
Mormente no meu
Amado pé de serra
Intitulado Bananeiras
Onde eu nasci, cresci
E só morrerei por não
Ter escapatória aqui.
Mas não sou contra
Quem anda ensinando
O caminho do Céu,
Só não venha a mim,
Por que eu vou dizer:
Exibe com convicção,
E por que tem medo
De segui-lo, ó irmão?
Ora, sempre fui louco,
Mas não vou ensinar
Trilha para ninguém,
Se nela odeio trilhar.
Mãe, D. Dedé, já dizia:
“Ora, você quer Deus
Para si, e Diabo para
Os outros.” O que eu
Não quero para mim,
Não vou desejar não,
Pra ninguém na Terra,
Pois só vai num Caixão
Para o Céu, e quem já
Quer ir? Então, eu não
Vou desejar para você
Essa outra Dimensão
Que até me cago sim
De medo, só em ficar
Pensando no dia que
Precisarei sim deixar
O meu vasto Planeta
Intitulado Terra,
Sobretudo este meu
Amado pé de serra
Intitulado Bananeiras
Onde ganhei a vida
Para viver muito feliz
E amando D. Marisa.
Porém, quem quiser
Ir vá numa boa sim,
Só não venha ensinar
O caminho para mim.
Por que, ó Querino?
Por que acho que seja
Um grande golpe
Na terrinha sertaneja
E onde eu estiver sim,
No Planeta Terra,
Principalmente aqui
No meu pé de serra
Onde vejo pregadores
Se cagando de medo,
Quando vê um amigo
Ir, e qual é o segredo?
Ora, na minha intuição,
Não há segredo, é só
Ver o que eles querem:
Uma vida bem melhor
De regalia e ostentação
Aqui no Orbe Terra,
Principalmente aqui
No meu pé de serra
Intitulado Pindobaçu
Onde fica Bananeiras,
Lugarejo onde nasci
E vivo a vida inteira
Ao lado desta Mulher
Intitulada D. Marisa,
Mulher que cuida sim,
Ditosa da minha vida.
Mário Querino – Poeta de Deus


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