Ora, alguém perguntou:
“Tens medo da Morte?”
O que então respondi?
Só isso: Não. Ela é forte,
Mas não sou besta não,
Para querer desafiá-la.
Se já sou ciente que ela
É forte sim, entregá-la
A minha vida eu vou,
Sendo cônscio que há
Meio para eu evitá-la?
Então, se posso evitar
A Morte, ela fique sim,
Por lá e eu fico por cá,
Assim, não insulto ela
Nem ela me pegará
Por falta de sabedoria,
Inteligência e noção.
Enquanto eu puder
Evitar, por que não
Evitarei essa Morte
Precoce que sempre
Chega por achar sim
Uma falha na gente?
Será que sou besta,
Pra saber que a Morte
Está me rodeando,
Sabendo que é forte
E eu me entregando
Só por uma ilusão,
Que logo, logo passa,
Deixando frustração?
Não, não tenho medo
Da Morte, só respeito.
Jesus já mandou orar
E vigiar. É deste jeito
Que vivo no Planeta
Intitulado Terra,
Principalmente aqui
No bom pé de serra
Onde nasci, cresci
E um dia morrerei,
Sem escapatória.
Sempre eu respeitei
A Morte como algo
Insuperável por ser
Rápida sim demais,
Que não dá para ter
Tempo nem de falar:
“Por favor, ó Morte,
Deixa-me viver mais,
Ainda eu estou forte!”
Ora, tem hora que
A Morte vem e dá
Um empurrão forte
Nas costas que cai lá
Na frente, sem mais
Nenhum sinal de vida.
Por isso eu não sou
Uma pessoa iludida
Em algo que não traz
Nenhuma segurança.
Ora, há muito tempo
Deixei de ser criança.
Então, tudo aquilo
Que corre risco, não
Dá não, para eu ficar,
Ainda meu coração
Querendo já aceitar,
A alma e o espírito
Tocam neste corpo,
E livra do precipício.
Então, acho a vida
Tão boa no Planeta,
Que sempre escrevo,
Mas algo da cabeça.
Existe uma canção
Que diz assim:
“Se correr o bicho...”
Então, para mim
É melhor ficar aqui.
A minha mãe Dedé,
Sempre dizia isso
Com sabedoria e fé:
“Boa romaria se faz,
Quando a gente fica
Em casa na paz.” Ora,
A gente só conquista
Uma vida aprazada,
Se não necessitar
De todo dia a gente
Numa trilha passar.
Pois qualquer hora
Pode sim, se deparar
Com essa tal Morte
Que gosta de cruzar
O caminho da gente.
Como não sou besta,
Opto ficar redigindo
Algo sim, da cabeça
Pra pôr na Internet.
Ora, quem quiser ver,
Ler, curtir, comentar
E compartilhar, prazer
Meu, se não, não vou
Exigir nada, eu gosto
De escrever. Por isso
Todo dia eu posto
Algo vindo da cabeça.
E sobre a Morte, não
Tenho não, medo dela,
Porém, até o Sansão,
Que matou sim, 1.000
Caras com a queixada
De um jumento e após
3.000 com a derribada
Do templo, morreu.
Então, quem eu sou,
Pra não morrer? Até
O Filho do Senhor
Que fez céus, terra
E tudo que neles há,
Também morreu,
Eu que vou escapar?
Então, com medo
Ou sem medo, vou
Encarar a Morte sim,
E não serei vencedor,
E quem disser que
Vence a Morte, não
Passa de mentiroso,
E afirmo com razão.
Porque nem Jesus
Cristo venceu, quem
Falar que Ele venceu
É mentiroso também.
Porque a Bíblia diz
Que mataram Jesus,
E depois um tirou
O seu corpo da cruz.
Quem ler sem noção,
Diz que Jesus venceu
A Morte, como Ele
Venceu, se morreu?
E se Ele ressuscitou,
Já é outra historia
Que carregamos sim,
Em nossas memórias.
Pare um pouco, após
Reflita no que eu vou
Dizer: Jesus Cristo
Foi e a Morte ficou.
Então, quem vence
Fica, e quem perdeu
Sai. Alguma dúvida?
Vá perguntar a Deus.
Mário Querino – Poeta de Deus

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