Ora, um moço chegou
Em um ambiente sim,
Cheio de compatrícios,
E tintim por tintim
Congratulou a todos
Que ali estavam sim.
Mas alguém fez o tal
Indago jocoso e ruim,
Pois o moço chegou
Em um carro novo.
Daí alguém inquiriu
Perante todo o povo
Que estava no lugar:
“Você já tem carta?”
Ora, o moço ficou
Abatido e sem graça.
Deus vendo a ironia
E a tristeza do moço,
Logo lhe inspirou
A parábola de gosto
Desagradável para
Alguém que desfez
Do moço, por que
Chegou dessa vez
Com ledice e prazer
Bonito e muito bom
Aos olhos do povo.
Daí perguntou o moço:
“Você tem Carteira?”
Ora, alguém objetou
Sim, com brincadeira:
“Eu tenho há tempo.”
O moço novamente
Inquiriu: “Você tem
Carro?” Obviamente,
Alguém lhe objetou:
“Não, não tenho não.”
Daí o moço sincero,
Sem a tal ostentação
Aconselhou na boa:
“Então, ande com
A Carteira e eu ando
Com o Carro.” É bom
Escutar perguntas
Que ruboriza gente
Entre as pessoas sim,
Que fica sorridente
E caçoando da gente.
Porque é nessa hora
Que seremos usados
Para dar logo o fora.
Então, para a gente
Ser feliz na resposta,
Não há coisa melhor
Para quem gosta
De redarguir na boa,
Sem magoar gente
Que tira uma da cara,
Se achando influente,
Do que usar parábola
Como uma resposta.
É de gente educada
E jamais se importa
Com ironia de outros.
Pois bom é viver sim,
Em paz e com amor.
Isso já trago em mim.
Mário Querino – Poeta de Deus

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