Ora, eu sonhei sim,
Que havia um senhor
Que queria ser justo
E ter por todos, amor.
Ora, o amor dele era
Sim tão profundo,
Que gente abusava
Dele, e neste mundo
O senhor mostrava
Alegria, paz, amor,
Gratidão e bondade,
Fazia tudo com vigor,
A ponto de todos sim,
Admirarem seu labor.
Parecia ser um filho
De Deus, o Senhor,
Que fez céus, a terra
E tudo que neles há.
Então, o senhor via
Com um contemplar
Fora do normal sim,
Mas não dizia nada.
Ele ia ao mercado
E alegre perguntava
O preço dum objeto
Que ele queria sim
Comprar por precisão,
E o vendedor a fim
De tirar bom proveito,
Objetava: “É tanto!”
Daí o senhor ditoso
Pegava com encanto,
Quando ia pagar era
Cobrado mais barato.
Ora isso o senhor
Percebia sim, de fato,
E só pensava assim:
“Acham que sou filho
De Deus, dono da Terra”
Daí ele seguia seu trilho.
Quando o senhor feliz
Mandava consertar algo,
O Técnico mudava sim
Peças, o senhor calado
Pagava o conserto sim,
E o objeto ficava pior,
Porém o senhor dizia:
“Jesus Cristo é melhor.”
Daí as conversas iam
E as conversas vinham,
E um amigo falou que
Muita grana ele tinha.
Achando que o senhor
Era filho do dono
Do Mundo, e era sim
Um ditoso mordomo.
O senhor ia se consultar
E o Médico achava
Que o senhor não tinha
Nada, e nada passava.
Por fim, isso o senhor
Com dever perguntou
À sua Mulher querida:
“Por que eu assim sou,
Uma pessoa que gosto
Tanto de fazer algo
Agradável para todos
E sou assim tratado
De maneira sim, fora
Da minha realidade?
Acha que ser justo
Entre a Comunidade,
Vale à pena, ó amor?
A Mulher querida
Simplesmente disse:
“Isso é parte da vida.
Então, por mais que
Você seja enganado,
Não dever tirar o foco
De ser um abençoado
Por Deus, o Senhor,
Pois tudo isso passa,
E quem faz aqui paga
É aqui, tenha graça...”
Daí eu me acordei sim,
E resolvi escrever este
Meu sonho pra quem
Quiser ter interesse...
Mário Querino – Poeta de
Deus

Nenhum comentário:
Postar um comentário