A fim de perguntar:
“Você é Teólogo?”
O que eu objetar?
Ora, somente isso:
Sim. Estudei, porém,
Eu não assumo não,
E o que é que tem
Para já saber agora?
É óbvio, alguém fez
Essa boa pergunta:
“Ora, por que talvez,
Tire-me uma dúvida,
Que eu carrego sim
Há muitos anos,
E tintim por tintim
Queria saber agora:
Você pode me dizer
Como é a Dimensão
Celeste?” Ora, o que
Responderei agora?
Simplesmente isso,
Já perguntando sim
Sem compromisso
De esclarecer tudo
Sobre a Dimensão
Celeste, porque eu
Ainda não sei não:
Você sabe relatar
Como é o Distrito
De Bananeiras?
Alguém falou isso:
“Não. Porque não
Conheço o Distrito,
Pois é a primeira
Vez que eu o visito.”
Então, eu lhe disse:
Eu posso dar pra ti
Uma informação
De 1969 até aqui,
Duma forma clara,
Pois nasci, cresci
E moro neste lugar
Onde sempre eu vi
As praças e as ruas
Como eram e já são
Neste dia presente.
Já teve modificação
Evoluída e está sim,
Sempre tendo,
E sem dúvida terá,
Por está crescendo.
Agora, como você
Não sabe relatar
Sobre um Distrito
Que você nele está,
Acha que eu vou
Saber falar sobre
Uma Dimensão
Que ninguém pôde
Ainda nem visitá-la?
E ninguém até aqui
Nunca teve almejo
No coração para ir
Fazer a boa visita?
Por que, ó Querino?
Porque para ir deve
Morrer, e sentindo
Desejo próprio não
Vai não, agora vá!
Eu só quero é ver
Alguém isso cobiçar.
Ora, o que estudei,
Só serve sim pra eu
Viver melhor aqui,
Com o amor meu
Titulado D. Marisa,
Que também tem fé,
Mas não sabe não,
Como a Dimensão é.
E jamais desejo que
Ela saiba. Por que,
Ó Querino? Não há
Dúvida, porque ser
Viúvo é viver muito
Triste aqui na Terra,
Sobretudo em meu
Amado pé de serra
Titulado Pindobaçu
Onde fica Bananeiras,
Lugar onde eu nasci,
Cresci e a vida inteira
Fico com D. Marisa
Na Chácara Santa
Maria, lugar que já
Traz paz e encanta
Com sua Natureza
Vinda do meu Deus.
Mas ainda eu não
Tive neste viver meu
Essa graça de saber
Como é a Dimensão
Celeste, mas quando
Eu morrer, ó irmão,
Relatarei sim, tudo
Em nome de Deus,
Para você e quem
Quiser. Mas pra eu
Saber relatar sobre
A Dimensão Celeste,
Precisarei visitá-la,
Mas eu nem prece
Faço a Deus, pra eu
Fazer essa visita.
Por que sou louco,
Mas o encéfalo fica
Morrendo de medo
Ao pensar em fazer
Visita na Dimensão
Celeste. Sem saber
Você vai ficar até
Morrer e pro Céu for
Pelos anjos levado
Com alegria e amor.
Ora, por eu ser sim,
Um Teólogo, jamais
Sou obrigado saber
Das coisas celestiais,
Se nem Jesus, que
Veio de Lá e voltou
Pra Lá, não disse
Nada, dizer, eu vou,
Se nunca eu fui Lá
Para conhecê-las?
Sinceramente, eu
Não queria vê-las,
Vou vê-la por que
Devo deixar a Terra,
Mormente o meu
Amado pé de serra
Titulado Bananeiras,
Onde ganhei a vida
E sou cuidado pela
Mulher, D. Marisa.
Se falar que quero ir
À Dimensão Celeste,
Francamente, minto
E a alma não merece
Nenhuma clemência.
Porque em verdade,
Nem eu e nem você
Que vive na cidade
Quer visitar não, essa
Badalada Dimensão,
Sobretudo por sábios
Pregadores, que não
Querem também ir.
Quem sempre mostra
O Caminho Celestial,
Vejo que não gosta
Nem quando um ente
Querido vai. Então, eu
Que vou querer ir?
Quem foi já morreu
E nunca mais voltou!
Ora, eu amo a vida
Neste Planeta Terra,
Ao lado de D. Marisa.
Por isso eu não sei
Ainda sobre nada
Da Dimensão Celeste,
Estou bem em casa,
Sem de nada saber.
Mas se você já quer
Saber, morra e vá
Em paz e tenha fé
De uma hora chegar
Na Dimensão Celeste,
E me espere por Lá,
Mas não se apresse,
Eu estou muito bem
Com a minha vida
Ao lado desta Mulher
Titulada D. Marisa.
Mário Querino – Poeta de Deus

Nenhum comentário:
Postar um comentário