Ora, cada qual tem
A sua interpretação,
E pelo que eu intuo,
Não há a declaração
Desse mandamento:
“Não matarás.” Então,
Eu posso afirmar com
A minha concepção,
Que todos matam.
Matam as árvores,
Matam os animais,
Os peixes e as aves,
Matam os insetos
E tudo sem observar
Esse mandamento:
“Não matarás.”
Contudo, ele não há
Não, uma declaração
Do que não devemos
Matar, meus irmãos.
Então, nada devemos
Matar sobre a face
Deste Planeta Terra,
Quem achar que ache,
Que devemos matar
Os bichos. Mas Deus
Disse: “Não matarás.”
Entre preceitos seus,
Mas se Deus dissesse:
“Não matarás o irmão.”
Eu não teria agora
Não, esta explanação,
Que não pode matar
Nada, Deus só disse:
“Não matarás.” Ora,
Cada qual se explique
Sobre o mandamento:
“Não matarás.” Por que,
Ó Querino? Porque não
É esclarecido, e você
Não deve matar nada
Que tem vida.
Porque não é Norma
Por Deus, esclarecida.
Apenas Ele disse isso:
“Não matarás.”
O que matar não deve?
O que eu vou mostrar?
Na minha interpretação,
Não é somente gente,
Mas a Palavra serve
Para todos os viventes.
Se todos têm vida,
Todos precisam viver,
Ou só quem poderá
Ter vida é eu e você
Sobre a face do Orbe
Intitulado Terra,
Mormente em meu
Amado pé de serra
Titulado Pindobaçu
Onde fica Bananeiras,
Cantinho baiano onde
Fico a vida inteira
Ao lado de D. Marisa,
Que também mata
O mato do jardim
Com prazer e graça?
Se a Palavra é não
“Matar” e é apontada
Por Deus, comete sim,
Crime a Varoa amada,
Segundo meu ponto
De vista na Terra,
Sobretudo em meu
Amado pé de será
Onde nasci, cresci,
Matei e mato bichos
E árvores em meu
Amado Distrito.
Se Deus esclarecesse
O Mandamento,
Eu não mataria nem
Teria o pensamento
Com esta explicação,
Pois quando se trata
Sobre não matar, se
Vive não se mata,
Isso é contra Norma,
E o que é contra,
É também pecado,
Isso é coisa cônscia.
Mário Querino – Poeta de
Deus

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