segunda-feira, 1 de junho de 2026

LAMENTO DA VIDA QUE NÃO ACOMPANHOU O TEMPO, QUANDO TINHA TEMPO

 


 

Mário Querino 01/06/2026

O tempo da tempo

Pra vida, mas a vida

Espera o tempo sim,

E o tempo que diga:

 

“Dei tempo a você,

E você não aplicou.  

Você parada não viu

O tempo que passou.

 

Agora, já é tarde sim,

Seu tempo não volta

Mais, e a felicidade

Agora fecha a porta.”

 

A vida perdeu o seu

Tempo de ser ditosa

Quando tinha vigor.

Agora, já está idosa

 

E seu tempo passou

Enquanto ela curtia

Sem falar no tempo,

E assim a vida dizia:

 

“Eu vou curtir até

Aguentar na Terra,

Mormente em meu

Amado pé de serra

 

Titulado Pindobaçu

Onde fica Bananeiras,

Onde eu nasci para

Curtir a vida inteira!”

 

Mas a vida não via

O modelo das outras

Que já estavam sim

Velhas e com pouca

 

Pretensão de viver,

Porque o seu vigor

Não estava bem

Não, sem um amor

 

Pra alegrar a alma,

Amores passados

Já não tinham valor

Por ficarem de lado.

 

Agora, a vida está

De olho no tempo

Que alguém lucrou

Com contentamento

 

Pra construir o seu

Éden e ficar na boa.

Ora, a vida quis sim,

E o seu tempo voa

 

Sem ficar esperança

De um dia voltar,

E a vida que não

Quiser acompanhar

 

O tempo ficará sim,

Vivendo de ilusão.

Por isso o tempo

De ficar na curtição

 

Passa muito rápido,

E depois a vida

Viverá muito triste,

Amigos e amigas

 

Deixaram o tempo

Passar, pois a vida

Só queria curtição

Ao lado das amigas

 

E amigos efêmeros.

Agora, a vida está

Idosa sem mais ter

Força pra continuar

 

Feliz no vasto Orbe

Intitulado Terra,

Sobretudo neste

Amado pé de serra.

 

A vida se arrepende

Em deixar o tempo

Passar sem deixar

Seu contentamento

 

Nem a expectativa

De ter uma chance

Pra recuperar tudo

Que ficou distante,

 

Pois o tempo se foi

Voando e a vida

Não notou o tempo

Ao lado das amigas

 

E amigos na curtição.

Então, agora, a vida

Chora aqui sozinha

Sem as suas amigas

 

Nem os seus amigos.

Mas o que fazer?

É abaixar a cabeça

E para Deus dizer:

 

“Senhor meu Deus,

O tempo deu tempo

Para eu ser ditosa,

Ter contentamento

 

E fruir da boa vida,

Que o Senhor deu

Para eu viver aqui

No lugarejo meu,

 

Mas eu só quis sim,

Curtir com as amigas

E amigos que hoje

Em dia, têm a vida

 

Como hoje tenho eu:

Solitária, sem amor,

Sem alacridade, sem

Mais força e vigor.

 

Então, meu Senhor

Deus, olha pra mim,

Para eu chegar até

Ao tempo, meu fim.”

 

Ora, a vida achou

Que seu tempo iria

Voltar e repor algo

Gasto quando curtia

 

Com as suas amigas

E amigos na Terra.

Principalmente aqui

No bom pé de serra  

 

Titulado Bananeiras

Onde eu amo a vida

Que me traz ditoso

Ao lado de D. Marisa.

 

Mário Querino – Poeta de Deus   

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