domingo, 1 de fevereiro de 2026

GENROS E NORAS DEVERIAM TER OS MESMOS DIREITOS DE FILHOS E FILHAS (EU ACHO)

 


 


Ora, eu sonhei sim,

Que havia na cidade

Um senhor apegado

Nas coisas, verdade!

 

Então ele fazia sim,

Questão por tudo

Que possuía aqui

No Orbe, sobretudo

 

Na cidade que ele

Morava numa boa,

Mas não abria mão

De nada às pessoas.

 

E sendo criticado

Por todos da cidade,

(Quem o conhecia).

Na sua mocidade

 

Não possuía nada,

A não ser, sacrifício

Para sobreviver sim

Entre seus patrícios,

 

A ponto de não dar

Direitos aos filhos,

Que ainda seguiam

Seu próprio trilho.

 

Um dia ele viajou

E um genro foi lá

Na casa dele sim,

Pegar algo pra ralar.

 

E quando o senhor

Chegou e não viu

O objeto de trabalho,

Ficou triste e decidiu

 

Mandar seu genro

Levar de volta.

O seu genro ficou

Triste. Quem gosta?

 

Daí seu genro disse:

“Minhas noras são

Filhas também com

Direitos iguais.” Então

 

Afirmou seu genro:

“Eu pensei que fosse

Visto como um filho,

Mas isso me trouxe

 

Sim uma desilusão.”

E ao levar o objeto,

O genro assim falou:

“Desculpa! O certo

 

Era eu não ter vindo

Buscar isso não,

Para eu não passar

Por essa frustração,

 

Por ter vindo pegar

Sem pedir, porém,

Já trouxe, obrigado!

Se precisar também

 

De mim estou aqui,

Porque eu trabalho

Para ter as coisas

E quebrar sim galho

 

De quem precisar

De algo meu, e está

Dentro do possível,

Ainda vou comprar

 

Isso pra ter em casa

E emprestar a quem

Gosta de trabalhar

Com amor também.

 

Aqui está seu objeto,

Saiba que considero

Meus genros e noras

Como filhos, espero

 

Que o senhor intua

Que genro eu sou,

Mas se não tenho

Direito, eu não vou

 

Pegar mais nada não,

Aqui em sua casa,

Eu penso que tenho

Amigos, e mais nada

 

Daqui eu vou querer,

A não ser a sua filha

Que ainda segue

Ditosa minha trilha.”

 

Daí eu me acordei

E fiquei pensativo

Nas coisas da vida

Que tenho engolido,

 

Para ser bom sim,

Porém, não vale não,

A pena, pois a alma,

O espírito e coração

 

Sofrem inocentes.

Então isso pra mim

É triste demais,

Pra que ser assim,

 

Apegado em algo

Que a traça corrói

E a ferrugem com

Gosto tudo destrói?

 

Se já temos a graça

De possuir algo,

Podemos servir sim

Com fé e sossegado.

 

Mário Querino – Poeta de Deus

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