Eu, hoje, já pensativo,
Veio-me no Orbe Terra,
Sobretudo aqui neste
Meu bom pé de serra,
Titulado Bananeiras
Onde tenho a alegria
Ao lado de D. Marisa
Na Chácara Santa Maria,
Já pergunto tudo isso:
Por que quando eu era
Um jovem e a Morte
Que age no Orbe Terra,
Não se importava não,
Comigo, ainda que eu
Provocasse-lhe na boa,
Neste mundo de Deus,
Onde eu nasci, cresci
E há 38 anos me casei
Feliz com a Maria José,
Jovem que eu amei,
Amo e pretendo amar
Até que a Morte seja
Capaz de nos separar,
E nesta terra sertaneja
A Morte não ligava não,
Para mim, que tanto
Eu lhe provoquei aqui,
Por não ter o encanto
Que tenho hoje em dia,
Ao lado de D. Marisa,
Mulher que cuida bem
Sim desta minha vida?
Só parece que a Morte
Tem muita inveja sim,
De gente que sofre aqui,
E tintim por tintim
Dá uma volta por cima
E fica reconhecido sim,
Entre o admirável povo
Que levanta até o fim
Seu astral no Planeta
Intitulado Terra,
Sobretudo neste bom
E amado pé de serra
Intitulado Pindobaçu
Onde fica Bananeiras,
Lugarejo onde eu fico
Ditoso a vida inteira
Ao lado de D. Marisa
Na Chácara Santa Maria
Onde por inveja e ciúme
A Morte fica todo dia
Contemplando-me até
Achar a oportunidade
De me levar com ela.
Daí eu usarei agilidade
E darei um dribla nela,
Com a esperança de eu
Continuar com a vida
Bem pertinho de Deus.
Mas francamente, eu
Não tenho não, pressa
De morrer, morrerei
Ouvindo a promessa:
“Hoje mesmo, estarás
Comigo no Paraíso!”
Eu criança, adolescente
E moço, não via perigo
Não, nessa minha vida
Que chegou a velhice,
E faço essas perguntas:
Por que hoje fico triste
Ao pensar em morrer?
Por que quando eu era
Criança, adolescente
E jovem no Orbe Terra
Eu nem me lembrava
Dessa malvada Morte,
E hoje, eu só fico sim,
Olhando para o norte,
Para o leste, e para
O oeste e para o sul,
Deste meu Município
Intitulado Pindobaçu,
Achando que a Morte
Já vem com a sua atroz
Foicinha bem curvada
Pra me matar? Isso dói
Na alma, no espírito
E no corpo também,
Sobretudo no coração
Que já vive muito bem
Romântico, extasiado
E sentimental na vida
Que já me traz ditoso
Ao lado de D. Marisa.
Então, quando eu era
Criança, adolescente
E moço, não tinha não,
Medo dessa valente
Morte, que pode levar
O pobre, o analfabeto,
O doutor, o bilionário,
O artista de sucesso
Bem elevado no Orbe
Intitulado Terra,
Mormente neste meu
Querido pé de serra
Onde fica o Município
Intitulado Pindobaçu,
A Morte pode também
Levar na boa eu e tu.
Então, não queiras ser
Melhor que ninguém,
Se eu morrerei, ó cara,
Tu morrerás também.
Mas a minha principal
Pergunta nesta hora,
Que redijo este texto,
É: Por que só agora
A Morte está visando
A minha vida na Terra,
Principalmente aqui
No amado pé de serra
Intitulado Bananeiras,
Lugarejo onde nasci
E cresci sofrendo e ela
Nunca quis vir aqui
Para me levar na boa?
Ora, só agora, que eu
Estou assim tão feliz
Neste cantinho meu,
Que essa maldita quer
Fica me contemplando,
E procurando um meio
Neste cantinho baiano,
Para poder me separar
Desta Varoa querida,
Mulher que eu amo
E chamo de D. Marisa?
Ora, por que a Morte
Não me levou quando
Eu era menosprezado
Neste cantinho baiano?
Hoje, que estou vivendo
Apaixonado pela vida
Ao lado desta Mulher
Intitulada D. Marisa,
Essa Morte malvada
Fica me contemplando
Para me eliminar deste
Meu cantinho baiano?
Ora, obviamente, ela
Vai me levar sim,
Mas vou dar um dribla
Nela, que ela de mim
Nunca mais terá não,
Nenhuma notícia aqui.
Pois a Eternidade não
Aceita pra lá ela subir.
Por isso eu fico bem
Aqui no Orbe Terra,
Sobretudo em meu
Amado pé de serra,
Calmamente e na boa.
Ora, sei que diante dela
Não tenho não, poder,
Contudo, eu darei nela
Sim, um dribla tão ágil,
Que ela nunca mais
Verá-me aqui na Terra
Nem no Céu, onde faz
Minha vida permanecer
Para sempre com Cristo.
Então, vivo tranquilo
E feliz em meu Distrito
Intitulado Bananeiras
Onde eu nasci, cresci
E sofri muito, muito,
Porém, vivo feliz aqui
Na Chácara Santa Maria
Ao lado de D. Marisa,
Mulher que cuida bem
Por amar a minha vida.
Mário Querino – Poeta de
Deus

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