Ora, alguém perguntou:
“Se você tivesse poder
De acabar com um único
Mal na humanidade qual
Seria?” O que responder?
Ora, simplesmente isso:
No meu entendimento,
Por passar no Município
De Pindobaçu onde fica
Bananeiras, lugar onde
Nasci, cresci e até hoje
Minha alma se esconde
Ao lado de D. Marisa,
O único mal que eu iria
Extinguir sem dúvida,
“MESNOSPREZO”. Seria
A melhor coisa que eu
Faria de melhor na vida
Que me leva contente
Ao lado de D. Marisa,
Quer dizer, até agora.
Por que, ó Querino?
Porque o Menosprezo
Fez o Filho do Divino
Gritar sim, em alta voz:
“Eli, Eli, lamá sabactâni!”
Ou “Deus meu, Deus meu,
Por que me desamparaste?”
O Menosprezo seria sim,
O único mal que eu daria
Um fim para sempre,
Com satisfação e alegria.
Ora, por que, ó Querino?
Porque na pele eu já
Sofri no tempo da minha
Mocidade, antes de estar
Com a D. Marisa aqui
Neste Planeta Terra,
Onde fica Bananeiras,
Meu amado pé de serra,
Lugar que recebeu sim,
A adolescente Maria José
De todo o seu coração,
Pra me amar, amar até
Aqui, e tirar da solidão
Sim, esse cara de Deus,
E para quem não sabe
Não, esse cara sou eu.
Então, para mim, o mal
Que eu acabaria sem
Nenhuma dúvida, seria
O “MENOSPREZO.” Tem
Outro mal pior que esse?
Mal que fez Jesus gritar
De dor depois que Ele já
Tinha sem nada rezingar
Carregado a cruz, levado
40 chibatadas, cuspidas,
Auferido uma coroa
De espinhos que ferida
Deixou a sua cabeça?
Depois de ser pregado
Numa cruz, diante sim
De escárnio? Após furado
Com a lança e bebido
Vinagre forçado?
Cara, Jesus aguentou
Sim, tudo isso calado,
Mas quando Deus Pai,
Abandonou-Lhe, pra Ele
Morrer pelos delitos que
Cometemos contra Ele,
Ele não aguentou a dor
Do “MENOSPREZO.” Isso
É fato, não é uma utopia,
Porque aqui no Distrito
De Bananeiras já passei
Pela dor do Menosprezo
A ponto de ficar louco
Sem o sentido e desejo
De viver neste Planeta
Intitulado Terra,
Sobretudo em meu
Amado pé de serra
Titulado Bananeiras
Onde eu nasci, cresci
E após essa loucura,
Com D. Marisa me uni
Por amor e bondade
Do Senhor nosso Deus,
E estou sim muito bem
Ao auferir o amor seu
Que já dura quase 38
Anos de União Conjugal,
E até aqui, o Menosprezo
Não teve não, esse ideal
De querer nos separar,
Graças a Deus, que ele
Tem é raiva de nós sim.
E nós ficamos longe dele.
E esse mal que continua
Na humanidade, eu daria
Um fim, para o pessoal
Ter paz, amor e alegria,
E intuir o sentido da vida,
É ruim o “MENOSPREZO”,
Daria fim, sem dúvida,
Porque agora eu percebo
Que é a dor maior sim,
Que há na humanidade,
Sobretudo neste tempo,
Tempo da Modernidade,
Que o respeito já está
Se indo embora da vida,
Alma, espírito e corpo,
Isso eu digo à D. Marisa,
Porém, todo mundo já
Percebe sim, tudo isso,
Mormente aqui em
Meu apreciado Distrito
Titulado Bananeiras,
Onde eu nasci, cresci
Respeitando o próximo,
Com meus pais aprendi,
Sobretudo com a minha
Saudosa mãe D. Dedé,
Que não menosprezava
Ninguém, e Maria José
Titulada D. Marisa era
Uma nora que gostava
Muito dela, por prova
Desse gosto, me amava,
Me ama e cuida de mim
Melhor que mãe Dedé,
Pois mãe tinha 11 filhos
E meu amor Maria José
Atualmente, ela só tem
Eu pra cuidar com amor,
Alegria prazer e gratidão
Em nome do Senhor
Que fez os céus, a terra
E tudo que neles há.
Depois criou o Homem
Para tudo isso confiar,
Porém, achou solitário
O Homem que Ele criou.
Daí fez o Homem dormir
E uma costela Ele tirou
A fim de fazer a Mulher
E dar para alegra a vida
Desse Homem solitário.
Em 1966. Ele fez D. Marisa
Para cuidar de mim aqui
Neste amado Distrito
Titulado Bananeiras,
Onde feliz com ela fico.
Por isso não vejo não,
Um motivo para esse tal
De “MENOSPREZO” vir
Mudar o nosso ideal.
Mário Querino – Poeta de Deus

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