Ora, alguém perguntou?
“Como é a vida que vive
Nessa outra Dimensão?”
O que eu redarguir livre
Agora, pra todo mundo
Avaliar a linha que tem
Os meus pensamentos
Neste Planeta também,
Que todo mundo sim,
Titula de Planeta Terra,
Sobretudo este meu
Apreciado pé de serra
Chamado de Distrito
De Bananeiras, lugar
Onde eu nasci, cresci
E vivo só para amar
A Mulher, D. Marisa?
Ora, hoje, respondo
Com plena convicção,
Eu não sou não, dono
Da verdade, porém,
Faço uma pergunta
Que acho inteligente
E quem nisso assunta,
Vai parar pra refletir:
Jesus Cristo já disse
Como a outra vida
Nesse Paraíso existe?
Ora, na Terra a gente
Já sabe por que tem,
Olho, ouvido, nariz,
Boca e mão também.
Porém, quem já viu
Morto que virou Pó,
Ter nada disso, irmão?
Ora, seria bem melhor
A gente ser feliz aqui.
Porque ninguém sabe
Como é a vida de lá.
Agora, para mim cabe
Eu redarguir cônscio
Para quem perguntar
Como é a vida depois
Da morte. Então, já dá
Pra todo mundo ser
Consciente, que não
Tem nenhum saber
Sobre essa Dimensão
Que já vamos por fé
Conhecê-La. Contudo,
Quem ousar ensinar
O seu caminho, tudo
Só é apenas ilusão.
Por que, ó Querino?
Ora, na minha loucura
No canto nordestino,
Tenho ainda a noção
E intuo que Professor
Que ensina deve ser
Um bom conhecedor
Sobre o assunto que
Está ensinando aqui.
Ora, eu como louco,
Faz anos que descobri
Que tudo isso é sim,
Ilusão no orbe Terra,
Principalmente aqui
Em meu pé de serra
Titulado Pindobaçu
Onde fica Bananeiras,
Meu amado Distrito,
Onde a vida inteira
Eu fico com a Mulher
Intitulada D. Marisa,
Minha terna paixão
E amor da minha vida.
Ora, assim pergunto:
A Terra tem bilhões
De anos, e sempre
Existiram as nações,
Que nascem, vivem
E depois morrem sim.
Alguém pode explicar
Claramente pra mim,
Por que ninguém já
Voltou pra comentar
Como é a vida após
A morte? Você está
Com toda a ousadia
Para me esclarecer?
Porque nem Jesus
Cristo, isso quis dizer.
Ele já desceu do Céu
Pra viver nesta Terra
E depois Ele morreu,
Sei disso no pé de serra.
(Quer dizer, mataram
O Senhor Jesus Cristo).
Você explica na Terra
Pra gente tudo disso?
Você que visa riqueza,
Vem querer ensinar
Um caminho que nem
Você nele quer passar?
E quando um ente
Querido é chamado
Para seguir essa trilha,
Você fica angustiado?
Ora, eu sou um louco,
Porém, não sou besta
Para engolir qualquer
Coisa neste Planeta
Onde a gente vê sim
De tudo sobre a Terra,
Mormente neste meu
Amado pé de serra
Titulado Bananeiras
Onde nasceu ontem,
O meu netinho sim,
Para ver o horizonte
Com inteligência sim,
E muita sabedoria.
Então, vamos viver
Ditosos aqui cada dia,
Sempre usando algo
Que nos faça bem.
E essa vida na outra
Dimensão, também
Depende do que já é
Feito aqui na Terra,
Sobretudo em meu
Amado pé de serra
Titulado Bananeiras.
Pois tudo vai sumir.
O que vai ficar então?
Ora, só o nome aqui,
Na memória do povo.
E é isso que Deus quer,
Por isso Deus enviou
O Filho, Jesus de Nazaré.
Pra ensinar o caminho
Da liberdade, da paz,
Do amor e da gratidão,
E Ele não fez como faz
Pregador de hoje em dia,
Que só quer dinheiro
Para viver curtindo sim,
Na boa o tempo inteiro
À custa sim, dos menos
Esclarecidos na Terra,
Mormente em meu
Querido pé de serra
Titulado Pindobaçu
Onde fica Bananeiras,
Lugar onde eu nasci,
E habito a vida inteira
Na Chácara Santa Maria
Muito ditoso da vida
Ao lado do meu amor
Intitulado D. Marisa.
Então, eu deixo a vida
Que terei após a morte,
Pra quando eu morrer,
E ter essa Boa Sorte.
Porque não depende
Dos meus feitos não,
E sim, da misericórdia
De Deus, minha Salvação.
Ora, se dependesse sim,
De mim, eu já estaria lá.
Acha que eu deixaria
O Céu, para eu aqui ficar
Trabalhando, suando
E derramando sangue?
Eu teria uma burrice
Muito, muito grande,
Para trocar sim, o Céu
Por esta Terra repleta
De crimes e crueldade,
Isso para um Poeta,
É uma grande burrice.
Por isso não ensino não,
O caminho do Céu,
Mas mostro aos irmãos
Que vale a pena fazer
O bem aqui na Terra,
Sobretudo em meu
Apreciado pé de serra
Titulado Bananeiras.
Ora, como eu vou sim,
Ensinar um caminho
Que faz medo até a mim?
Qual seria meu interesse
De ensinar uma trilha
Que eu tenho medo sim,
E não almejo a Família
Por ela passar na boa?
Ora, isso não é ilusão?
Não seria uma busca
De regalia e ostentação
Para a minha vida ser
Ditosa aqui na Terra,
Mormente em meu
Amado pé de serra?
Ora, vamos viver aqui
Até o Tempo dar vida.
Por isso procuro amar
De alma a D. Marisa.
Mário Querino – Poeta de
Deus

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