Tem gente que fala
Mal de uma Mulher.
Ora, eu jamais devo
Falar mal, porque é
Pra mim aberração
Hoje em dia. Já sei
Que existe Mulher
Que vive fora da Lei,
Disso eu não tenho
Nenhuma dúvida,
Porque tem Mulher
Que só quer ajuda,
Mas arruína a vida
De Homem do bem,
Sem nenhuma pena
Ou piedade também.
Porém, tem Mulher
Que vê o Homem
Sem ter esperança,
Teto e sem nome,
Realmente, jogado
No fundo do poço,
E ela se justapõe
E grita: “Está louco!
Vem e pega com fé
Aqui em minha mão,
Fica ao meu lado,
Amo-te de coração,
De alma e espírito,
Não se turbe amigo,
Fique perto de mim,
Eu vou te dar juízo.”
Daí abraça e beija
Com boa satisfação,
Depois lhe fala sim:
“Amo-te de coração
Cara, à partir de hoje,
Será o Homem sim,
Da minha vida. Ora,
Você cuidará de mim
E cuidarei de você,
Nós construiremos
Sim, nosso paraíso
E ditosos viveremos
Para sempre, amém.
Pois você é o amor
Que preenche a vida
Que me dá o Senhor.”
Ora, não estou não,
Exagerando nada,
Estou redigindo fato,
Da Mulher amada
Por um cara humilde
E Poeta de Deus.
Quer saber quem é?
Esse cara sou eu.
Pois quem me viu
Há 41 anos, já acha
Que eu morri sim,
E o Mário da Chácara
Santa Maria é sim
Outro cara poético,
Pois há 41 anos,
O meu nome certo
Era Zinho. Então,
Ler Mário Querino,
Jamais achará que
Sou seu, fica rindo
Da cara de quem diz:
“Verdade! É ele sim,
O cara deu uma volta
Por cima, dando fim
Naquela vil loucura.
Agora, já vive ditoso
E sendo um artífice
Diante desse povo
Que não esperava
O cara regressar não,
A vida normal, mas
Maria José, do Riachão
Chegou e viu o cara
Jogado sim, no fundo
Do poço e sendo mal
Visto por todo mundo,
Porém, ela deu a mão
Com todo o seu amor,
Alegria e expectativa
Em Deus, o Senhor
Que criou os céus,
A terra e tudo que há
Neles. Daí começou
Com ele a namorar
Na boa, muito feliz
E contente da vida.
Ora, hoje em dia, ela
É titulada D. Marisa.”
Verdade! Muitos já
Acham que eu morri,
Pela situação que eu
Cheguei, quando fugi
Para São Paulo, fora
De mim, sem dúvida.
O que eu passei foi
Um Deus me acuda.
Eu cheguei arrasado
Na casa de D. Elenita,
Ela um susto toma,
E depois assim grita:
“É o Zinho de Seu
Toinho!” Daí entrei
E ganhei sim, calçado
Roupa, banho tomei
E foi posto pra mim
Um prato bem feito,
A ponto de eu comer,
Ditoso e satisfeito.
Ora, quando o seu
Bom Esposo chegou,
Viu minha situação,
E logo ele me levou
Para um Hospital,
De São Miguel Paulista.
Agradeço ao Everaldo
E à sua Esposa Elenita.
Que Deus os contenha
No Paraíso prometido
Por Jesus Cristo,
O seu Filho querido.
Então, a Mulher pode
Ser uma ruína na vida
De um Homem sim,
Mas a Varoa D. Marisa,
Para mim é tudo sim,
Se não fosse seu amor,
Meu corpo já estaria
Virado Pó. Mas estou
Aqui contando caso,
Com o coração ditoso
Ao lado de D. Marisa
E desse feliz povo.
Mário Querino – Poeta de Deus


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