Ora, eu intuindo algo
Estranho nesta vida
Que eu vivo na Terra,
Tira-me a expectativa
De eu viver mais feliz
Entre esta Nação sim.
É por isso que eu faço
Tintim por tintim
Algumas perguntas
Que já exijo repostas:
Por que tem gente
Que sempre gosta
De praticar injustiça,
E o Sistema procura
Fazer a investigação
Num tempo que dura
Mais de 2 anos sem
Haver nenhum efeito,
E há gente que basta
Comentar insatisfeito,
O Sistema logo dirige
Para uma vil prisão,
Sem necessitar fazer
Essa tal investigação?
Por que o Sistema não
Age de forma igual
Para com todos daqui
Que praticam o mal?
Por que uns vão sim,
Para a Mídia, quando
Praticam vil violação,
E outros passam anos
Sem ninguém saber?
Por que isso incide?
Será que tem algum
Medo? Uns são livres,
E já têm esse direito
De serem indagados
Vários anos na Terra,
Enquanto, há coitados
Que vão diretamente
Para uma vil prisão?
Por que fui torturado
Sem cometer violação
Nas normas do país,
Onde eu nasci, cresci
E graças a Deus, estou
Sim, ainda vivo aqui?
Será que tudo isso
Que eu passei, foi
Por que enlouqueci,
Visando ter depois
Uma vida melhor
No Planeta Terra,
Mormente neste
Amado pé de serra
Titulado Bananeiras,
Lugarejo onde nasci,
Cresci e vivo ditoso
Com a Varoa até aqui?
Ora, tudo isso me faz
Refletir no Orbe Terra,
Sem dúvida, neste
Meu bom pé de serra.
Ora, as regras fazem
Acepção, as pessoas
Que se acham fortes
Fazem delitos na boa
E há vários anos sim,
Pra serem inquiridas,
E as pessoas que não
Têm nada nesta vida,
Vão diretamente sim,
Para uma vil prisão.
Por isso eu já estou
Procurando a solidão,
Pois eu solitário não
Tenho como cometer
A infração, a ponto
De esse Sistema fazer
Mais injustiça para
Comigo, como já fez,
E pelas graças de Deus
Vivo aqui outra vez,
Porém, com cautela,
Para eu demonstrar
Ao Sistema que eu
Não posso praticar
Nenhuma violação.
Por que, ó Querino?
Porque eu não serei
Na Terra bem-vindo.
Ora, quando eu era
Um cara ainda moço,
O Sistema ignorante
Viu-me como louco,
E achou melhor fazer
A tortura e colocar
Esse cara na prisão
Sem nada investigar.
Só após me inquiriu
O meu nome, eu
Quase não respondi,
Só quando me deu
A boa expectativa
De uma liberdade,
Para eu viver na rua
Da maior cidade
Que há em meu país.
Mas, graças a Deus,
Que já estou aqui
Ao lado do amor meu,
Amor que já me faz
Muito, muito ditoso,
Porém, sem alegria
Com o Sistema Novo.
Ora, redijo tudo isso,
Não por ser revoltado,
Contudo, pra lembrar
Que sofri no passado.
Ora, hoje em dia vivo
Muito bem, por que
Psicólogos, Psiquiatras,
Família e posso dizer
Sem medo de errar:
O povo também deu
Muita força para até
Aqui chegar, e meu
Grande amor titulado
D. Marisa, graças dou
Ao Senhor Jesus Cristo,
Pelo seu grande amor
Para comigo até aqui.
Ora, minha esperança
De viver bem melhor
Já fica sim à distância.
Por que, ó Querino?
Porque o tempo se foi,
E eu já estou velho,
Não há para nós dois
Uma expectativa boa.
Pois quando eu lutei,
Para ter algo na vida,
Somente me frustrei.
Agora, já tenho tudo
Para conseguir algo,
Todavia, já estou sim,
Um velho cansado,
Sem mais esse vigor,
Que eu tinha quando
Era moço aqui neste
Cantinho baiano.
Por isso eu procuro
Isolar-me na Chácara
Santa Maria, para
Não perder a graça
Que ainda me resta
Ao lado de D. Marisa,
Mulher que cuida
Bem da minha vida.
Ora, a minha mãe
Dizia: “Quem apanha
Num beco 2 vezes
É besta.” Tamanha
Lição de vida eu tive,
Agora, é só manter
Dentro do coração
Para tranquilo viver
O resto de meus dias
No Planeta Terra,
Sobretudo no meu
Amado pé de serra
Titulado Pindobaçu,
Onde fica Bananeiras,
Lugar onde eu vivo
A minha vida inteira
Na Chácara Santa Maria
Ao lado de D. Marisa,
Que é sim, o grande
Amor da minha vida.
Mário Querino – Poeta de Deus

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