Ora, hoje, domingo,
Estou aqui sozinho.
Por que, ó Querino?
Pois estou velhinho
E não dá para mim
Ficar andando à-toa,
Sobretudo na época
Em que as pessoas
São sim civilizadas,
E já penso diferente
Neste meu lugarejo
Onde já vejo gente
Que não gosta não,
Desse estilo de vida.
Fico aqui pensando:
Por que a D. Marisa
Me atura até aqui?
Às vezes até acho
Minha vida parada
No tempo, espaço
E entre o civilizado
Povo de Bananeiras.
Mas Deus nomeou
Uma Companheira
Com pensamentos
Idênticos aos meus.
Talvez, seja por isso,
Que tenho os seus
Cuidados no Planeta
Intitulado Terra,
Mormente em meu
Amado pé de serra
Titulado Bananeiras
Onde nasci, cresci
E vivo muito ditoso
Com D. Marisa aqui.
Mas hoje, domingo,
D. Marisa foi à Sede
Deste bom Distrito,
Porque lá já sucede
Celebração em prol
De Maria, Mãe de Jesus.
E enquanto ela não
Chega, carrego a cruz
Nesta triste solidão,
Porque os animais já
Estão quietos, e aves
Não vêm não, cantar.
Então o que eu fiz?
Peguei meu celular,
A caixinha e pedi
Ao Google pra deixar
O rei Roberto Carlos
Cantar para mim.
Daí eu também fiz
Uma canção sim,
Para tirar a solidão
Que me faz agora
Chorar de tristeza,
Por falta da senhora,
D. Marisa, Mulher
Que, se soubesse
O quanto meu viver
Sem ela padece,
Ela viveria grudada
Pra sempre em mim.
Por isso eu faço
Uma canção assim:
Você saiu de casa,
Eu não disse nada
Para você ouvir.
Mas o meu coração
Ficando na solidão,
Chora sem você aqui.
Mas não devo ficar
Evitando você andar
Aonde você quiser.
Pois você é livre sim,
Não deve ir por mim,
Por ser minha Mulher.
Então, como eu sou
Deste jeito, o amor
Me prende, e aceito
Você andar assim,
Sempre sem mim,
Mesmo insatisfeito.
Mas quem sou eu
Para prender seus
Passos aqui em casa?
Então, você é solta,
E eu fico nesta louca
Falta de você amada.
Mário Querino – Poeta de
Deus

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