Hoje, parei e pensei:
A gente nasce, cresce
E passa a mocidade
Estudando e esquece
Que o tempo já está
Sim, veloz passando.
E quando chega a ser
Um Doutor, os anos
Já se avançaram sim,
E seu tempo perdeu.
Então, agora, tenho
Que alcançar o meu
Objetivo que eu viso
E ainda eu não fiz
Quando era mocinho
No meu amado país.
Hoje, eu já sou velho,
E sonhei que alguém
Pra testar meu saber,
Fez inquire também
Sobre assunto antigo
Que eu não era não,
Nem nascido ainda,
E redargui ao irmão
Em sonho no Orbe
Intitulado Terra,
Mormente no meu
Querido pé de serra
Titulado Bananeiras
Onde nasci, cresci
E muitas coisas boas
E ruins eu já aprendi,
Mas não sou forçado
Tê-las nesta cachola
O que esse povo quer
Saber por mim agora.
E quando vem gente
Perguntar-me algo
Passado que já tem
Na Internet gravado,
Copiado e ilustrado,
Não seria melhor
Perguntar ao Google?
A mim não seria pior?
E o que eu acho mais
Falta de inteligência
É uma pessoa saber
De algo e a tendência
É só testar se a gente
Sabe. Eu mesmo não
Sou de objetar indago
De ninguém, ó irmão,
E de quem já se acha
Mais sabido que eu,
Como vou responder
Inquire sobre Deus
Ao Pastor que estuda
Sim a Bíblia Sagrada?
Ora, diante dele, eu
Não sei não, de nada.
Sinceramente só digo:
Por que não pergunta
Ao Google ou ler
Na Bíblia? Ó, assunta
Se este meu encéfalo
É computador e tem
Memória pra guardar
Coisas velhas? E nem
É baú de museu não,
Para ter algo antigo.
Já quer saber de algo
Passado? Leia livros
Ou inquira ao Google.
Pois o tempo que eu
Vou perder decorando
Algo antigo, esse meu
Tempo aproveito sim,
Escrevendo algo novo.
E exibindo com ledice
Para todo esse povo
Que gosta da Internet
E de ler os escritos.
Ora, ninguém inquira
Achando que sei disso
Ou daquilo no Orbe
Intitulado Terra,
Principalmente aqui
No meu pé de serra,
Do tempo em que eu
Nem era nascido.
Ora, se vi, por ter lido
Ou já ter assistido,
E não sou obrigado
Saber decorado não.
Por isso se já souber,
Não inquira, ó irmão.
Quer algo sobre Adão
E Eva? Leia a Bíblia,
Pois eu não sei mais
Do que Ela, ó amiga
Ou amigo. Pois não
Tenho não, o tempo
Para objetar a quem
Tem conhecimento
Mais do que eu aqui,
Porque não sei nada,
Por apagar da mente
As coisas já passadas.
Por isso não me exibo
Achando que na Terra,
Sobretudo no meu
Apreciado pé de serra,
Eu sei de tudo e mais
Um pouco do que todos.
Jamais me sentirei
Sábio, eu sendo doido,
Doido por paz e amor,
Doido por boa vida,
Doido por um bom Lar
Ao lado de D. Marisa,
Doido para ser livre,
Como pássaro a voar,
Doido para viver aqui
Somente para amar,
Amar, amar e amar
De todo meu coração,
E doido para ficar sim,
Distante da solidão.
Então, quem é doido
Assim, como sou eu,
Jamais se acha sabido,
E sim, Poeta de Deus
E Escritor de Cristo.
Por isso nasci, cresci
E muito tempo eu já
Joguei algo fora daqui,
Achando que eu teria
Sempre tempo aqui
Onde nasci, cresci e já
Sou velho, mas só vi
Meu tempo perdido
Depois que comecei
Amar a Mulher que
Na mocidade conheci.
Até então, o tempo
Para mim não se ia,
Agora, com D. Marisa
Na Chácara Santa Maria
Este tempo voa, voa...
E não espera mais
Com calma por mim,
E nem regressa atrás.
Por isso eu só digo,
Perdi muito tempo
Querendo ser sábio,
E meu pensamento
Tornou-se sim doido,
A ponto de não ter
Mais gosto de gravar
Nada, se quer saber,
Pergunta ao Google
Ou ler um bom livro.
Então, não pergunte
Sobre algo de antigo,
Pois já sou moderno
E ocuparei a cachola
Com coisas presentes,
Não mais de outrora.
Não sou computador
E nem ser eu quero,
Para ter memória sim,
Pra guardar algo velho.
Então, não me teste
Fazendo perguntas
De assunto que você
Sabe bem e assunta.
E o conselho melhor,
Que ouvir eu já pude,
É: “Quer saber de algo?
Pergunte ao Google.
Se me perguntar sim:
“Quem abriu o Mar
Para o povo de Deus
Feliz e alegre passar?”
Minha resposta não
Será como tu queres,
Pois no meu saber,
Não foi não, Moisés.
Ora, pra que inquirir,
Se não vai acreditar
Na resposta que eu
Tenho agora para dar?
Então, é melhor ler
A Bíblia, ou outros
Livros mais antigos
Ou usar com gosto
Paginas na Internet.
Por que eu não trago
Nada neste encéfalo
Guardado ou gravado.
Mário Querino – Poeta de
Deus

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