Eu ouvindo pregação
Tintim por tintim, vi
Que o Pregador ficava
Aconselhando sim, ali
Para o povo ir à Igreja
Ouvir a sua pregação,
A ponto de sair da lida
Para lhe dar atenção.
O Pregador não intui
Que são os obreiros
Que sustentam a sua
Vida com o dinheiro
Recebido em troca
Sim do árduo labor.
Ajuíza se não fosse
O agir do labutador
Que passa 8 horas
Onde todo dia rala
Para auferir dinheiro,
E hoje diz esse cara
Que não se preocupa
Nem na hora em que
O dinheiro lhe chega,
Que então, receber,
Pois já tem alguém
Para fazer isso sim.
Agora, eu pergunto
Tintim por tintim:
Se o marido só ficar
Numa Igreja, quem
Vai dar o dinheiro
Ao Pregador também,
Se ele não trabalha
E necessita comer,
Beber água, se vestir,
Calçar e viagem fazer
Para tudo ficar bom?
Ora, nenhum chefe
Religioso deve usar
A famosa Internet
Pra dizer aos esposos
Que nem só de pão
Viverá o Homem, isso
Quem falou, ó irmão,
Foi Jesus Cristo sim,
Ele passou os 40 dias
E 40 noites sem comer
E sem beber, Ele podia,
Mas vai, ó Pregador,
Ficar no monte assim
Sem comer e sem
Beber! Gente a mim
Já afirmou que saco
Seco não fica em pé.
Ora, eu lhe respondi:
Minha mãe, D. Dedé,
Também já disse isso.
Daí o meu amigo riu
E eu falei: Se cheio
Não satisfaz, e vazio?
Pois a gente enche
O saco e puxa saco,
E no final de tudo,
Só leva três sapatos,
Dois nos pés e um
Na bunda. Então faz
Bem ficar em casa
Tranquilo e na paz.
Ora, a minha mãe,
D. Dedé, ainda dizia
Para mim quando
Eu então almejaria
Ir para um lugar:
“Boa romaria se faz
Quando a gente
Fica em casa na paz.”
Então, nem tudo
Que a gente quer
Falar se deve pôr
Na Internet, pois é
Do trabalho que
A gente tem tudo
Na vida que Deus
Dá, tenha estudo
Ou não, é forçado
A gente trabalhar,
E quem é pobre
Precisa aproveitar
As horas de folgas
Para fazer algo sim,
E conseguir na vida
Tintim por tintim
Um dinheiro a mais,
Pois nenhuma Igreja
Vai pagar as contas
Que a gente deseja
Pagar para não ter
Nome sujo na praça,
Essa é nossa melhor
Preocupação e graça,
Pois quem trabalha
Deus ajuda e libera
As bênçãos do Céu,
E a gente não espera
Por nada dos outros.
E em vez de receber,
A gente tem pra dar,
Isso é o melhor viver
Durante seu tempo
No Planeta Terra,
Mormente neste
Amado pé de serra
Titulado Pindobaçu
Onde fica Bananeiras,
Lugar onde vivo feliz
A minha vida inteira
Na Chácara Santa
Maria com D. Marisa,
Mulher que cuida
Bem da minha vida.
Igreja é sem dúvida,
Um ambiente legal,
Mas para mim não
É lugar mais ideal.
Pois já fiquei louco
E não consegui não,
Mudar nem o meu
Próprio coração,
Imagina os corações
Dos outros daqui,
Lugarejo onde vivo
Desde quando nasci.
Por isso eu resolvi
Trabalhar todo dia
Com amor e ledice
Na Chácara Santa Maria.
Sou pobre e a Igreja
Não vai pagar não,
As minhas contas,
E se parar as mãos,
Não vou fazer nada,
Não terei nada aqui.
Se a Igreja não quer
Com ninguém dividir
O que ela arrecada,
Como eu vou viver
Sempre ao seu lado,
Sem nada eu receber?
Então, quem quiser
Ir para o Templo, vá
Na boa, pois eu vou
Ficar para trabalhar,
E quem trabalha
Deus ajuda, a ponto
De a gente ter sim
Na Terra tudo pronto
Para dar a quem não
Quer trabalhar, sem
Dizer como S. Paulo
Disse: “Se alguém
Não quer trabalhar,
Também não coma.”
Ora, é Deus quem vê
Meu coração e sonda.
Por isso eu não vou
Me preocupar não,
Com a vida do porvir,
Pois minha Salvação
Não depende não,
De nenhuma Igreja.
Muitos religiosos
Daqui que almejam
O Céu podem ouvir
De Jesus Cristo isso:
“Eu não vos conheço.”
Para que sacrifício,
Se Deus já tem seus
Escolhidos na Terra,
Sobretudo no meu
Amado pé de serra?
Ora, estou vivendo
Aqui como Homem,
Se eu merecer sim,
Ter meu bom nome
No Livro da Vida, eu
Agradeço a Jesus,
E se eu não merecer,
A Igreja não conduz
A minha alma não,
Para esse Paraíso,
Pois se lhe ajudar,
E caso for preciso
De ajuda da Igreja,
Ela não está nem aí,
Imagina, quando
Ela na glória subir!
Mário Querino – Poeta de Deus

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