Ora, quando a gente
Para pra pensar sim,
A gente já intui bem
Tintim por tintim
Nesse negócio aqui.
Então, eu analisando
Lance que acontece
No cantinho baiano
E em outros lugares,
Pude perceber sim,
Fatos que mostram
Tintim por tintim
Algo ilícito na venda
Das mercadorias
Em mercados e lojas
Que vendem todo dia.
Então, eu acho que
O freguês é iludido
Quando vai comprar
Um objeto preferido.
Como assim, Querino?
Ora, na mercadoria
Está o seu valor sim,
E com muita alegria
O comprador vai sim,
Comprar e vê o valor:
R$ 9,99, e ao chegar
No Caixa, o cobrador
Registra, mas não dá
O centavo de troco.
Agora, eu pergunto:
Ele vai pra qual bolso
No final do mês? Ora,
Para o bolso do dono.
Então, com sabedoria,
Tudo isso eu já somo
E tenho o resultado
Em R$ 10.000, 00
Vendido num mês,
O dono para si traz
R$ 100,00 numa boa
Para o seu bolso,
Caso, ele não dê não,
Ao cliente seu troco.
Ora, se o comprador
Exigisse o centavo
Que seria seu troco,
O dono do mercado
Teria que devolver,
Ao oposto, o cliente
Deixaria no balcão
Seu objeto contente.
Agora, eu pergunto:
O povo é ou não é
Iludido? Quem não
Intui, é despercebido
E perde seu centavo
Em cada mercadoria
Que tem essa fração
E é vendida todo dia.
Mais uma pergunta:
Se o comerciante der
O centavo de toco,
Está certo e justo é,
Mas se não der está
Enfiando sim, a mão
No bolso do povo,
É uma transgressão.
E como isso deve ter
Um fim, para o dono
Não furtar os clientes?
Ora, vendo isso sondo
E indico a solução sim:
Pôr o valor sem fração
Ou dar o troco justo,
Ao oposto, põe a mão
No bolso dos clientes,
E isso é um roubo.
Que fica escancarado
No meio deste povo.
E se o comerciante
Colocar o valor lícito
Ou der sim, o troco,
É óbvio, Jesus Cristo,
Não vai deixar não,
A sua consciência
Pesada, e sim, dará
Com benevolência
Prosperidade aqui,
No planeta Terra,
Sobretudo no meu
Amado pé de serra
Titulado Bananeiras
Onde desde quando
Nasci e me entendi
No cantinho baiano,
Vejo essa esperteza.
Ora, a mercadoria
É R$ 9,99, dê o troco,
Com prazer e alegria,
Senão, bote R$ 10,00
Completo, isso é justo
Pro comerciante sim,
E para o seu público.
Mário Querino – Poeta de
Deus

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