quarta-feira, 26 de março de 2025

PRA QUE EU FAZER LIVROS, SE SOU POETA VOLUNTÁRIO E REDIJO COM AMOR E POR AMOR?

 


 

Mário Querino 26/03/2025

Alguém perguntou sim:

“Por que não faz livros

Para as pessoas tê-las,

Sobretudo os amigos?”

 

Ora, o que responder

Agora? Somente isso:

Quando eu era moço,

Até fiz um sacrifício,

 

Procurei a Secretaria

De Cultura do Estado,

Mandei até um livro

Por mim encadernado,

 

Daí eu fiquei ansioso,

Porém, com o tempo

Foi devolvido pra mim

Sem bom aceitamento,

 

Pois não foi agradável

Esse meu livro sim,

Que enviei para ser

Visto tintim por tintim.

 

Daí eu comecei a fazer

Os meus livros do jeito

Que eu sei fazer sim,

Mesmo não perfeitos.

 

Ora, eu consegui fazer

Vários livros, escritos

Sim, numa máquina

De datilografia. E isso

 

Tomava-me o tempo

De quase a noite toda,

Mas eu tinha o prazer

De eu fazer essa coisa

 

Louca, a ponto sim,

De o povo comentar:

“Marisa, parece que

O Mário gosta de ficar

 

Escrevendo a noite

Toda, pois a gente só

Ouve-o batendo sim,

Nas teclas, é melhor

 

Que ficar na rua né?”

Mas hoje em dia, com

Essa boa chegada sim,

Do computador é bom,

 

E com essa Internet,

Ainda é melhor sim,

Para eu escrever tudo

E pro Mundo sem fim,

 

Eu contente mandar.

Então, agora, eu nem

Me lembro de fazer

Livros para alguém

 

Me comprar, pois eu

Escrevo com amor

E por amor todo dia

No meu computador,

 

De graça, só pago sim,

A energia elétrica.

Ora, de qualquer jeito

Pagará esse Poeta,

 

Mesmo não usando

O bom computador.

E sobre as palavras

Inspiras pelo Senhor,

 

Não tenho como eu

Cobrar de ninguém,

Porque de graça elas

Sempre me vêem.

 

E aprendi com Jesus:

“De graça recebestes

De graça dai.” Então,

Esse meu interesse

 

De escrever livros já

Saiu do meu coração.

Hoje, tenho sim, mais

Alacridade e condição

 

De escrever pro povo

Sem tanta despesa.

Ora, hoje já tenho sim,

Uma grande certeza

 

Que centenas de países

Já conhecem minhas

Obras poéticas, que

Eu faço nesta terrinha.

 

Agora, paro e penso:

Se eu escrevesse livro,

Não iria chegar nesses

Países não conhecidos,

 

Obviamente, ficaria só

Nesta minha região,

Pois sou pobre e eu

Não tenho a condição

 

De publicar bilhões

De livros para todos

Que vivem na Terra,

Então, ficaria doido,

 

Mas não faria livros

Para todo mundo ler,

Como me lêem agora

Com alegria e prazer

 

Por meio da Internet.

Assim, não gasto nada

Nem os meus leitores,

E as minhas palavras

 

Chegam aos corações

Que amam a leitura,

Onde estiver na Terra,

Com alegria e ternura.

 

Então, vou fazer livro

Agora para que cara,

Se para pobre a coisa

É difícil e ainda rara?

 

Mário Querino – Poeta de Deus

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