Alguém perguntou sim:
“Por que não faz livros
Para as pessoas tê-las,
Sobretudo os amigos?”
Ora, o que responder
Agora? Somente isso:
Quando eu era moço,
Até fiz um sacrifício,
Procurei a Secretaria
De Cultura do Estado,
Mandei até um livro
Por mim encadernado,
Daí eu fiquei ansioso,
Porém, com o tempo
Foi devolvido pra mim
Sem bom aceitamento,
Pois não foi agradável
Esse meu livro sim,
Que enviei para ser
Visto tintim por tintim.
Daí eu comecei a fazer
Os meus livros do jeito
Que eu sei fazer sim,
Mesmo não perfeitos.
Ora, eu consegui fazer
Vários livros, escritos
Sim, numa máquina
De datilografia. E isso
Tomava-me o tempo
De quase a noite toda,
Mas eu tinha o prazer
De eu fazer essa coisa
Louca, a ponto sim,
De o povo comentar:
“Marisa, parece que
O Mário gosta de ficar
Escrevendo a noite
Toda, pois a gente só
Ouve-o batendo sim,
Nas teclas, é melhor
Que ficar na rua né?”
Mas hoje em dia, com
Essa boa chegada sim,
Do computador é bom,
E com essa Internet,
Ainda é melhor sim,
Para eu escrever tudo
E pro Mundo sem fim,
Eu contente mandar.
Então, agora, eu nem
Me lembro de fazer
Livros para alguém
Me comprar, pois eu
Escrevo com amor
E por amor todo dia
No meu computador,
De graça, só pago sim,
A energia elétrica.
Ora, de qualquer jeito
Pagará esse Poeta,
Mesmo não usando
O bom computador.
E sobre as palavras
Inspiras pelo Senhor,
Não tenho como eu
Cobrar de ninguém,
Porque de graça elas
Sempre me vêem.
E aprendi com Jesus:
“De graça recebestes
De graça dai.” Então,
Esse meu interesse
De escrever livros já
Saiu do meu coração.
Hoje, tenho sim, mais
Alacridade e condição
De escrever pro povo
Sem tanta despesa.
Ora, hoje já tenho sim,
Uma grande certeza
Que centenas de países
Já conhecem minhas
Obras poéticas, que
Eu faço nesta terrinha.
Agora, paro e penso:
Se eu escrevesse livro,
Não iria chegar nesses
Países não conhecidos,
Obviamente, ficaria só
Nesta minha região,
Pois sou pobre e eu
Não tenho a condição
De publicar bilhões
De livros para todos
Que vivem na Terra,
Então, ficaria doido,
Mas não faria livros
Para todo mundo ler,
Como me lêem agora
Com alegria e prazer
Por meio da Internet.
Assim, não gasto nada
Nem os meus leitores,
E as minhas palavras
Chegam aos corações
Que amam a leitura,
Onde estiver na Terra,
Com alegria e ternura.
Então, vou fazer livro
Agora para que cara,
Se para pobre a coisa
É difícil e ainda rara?
Mário Querino – Poeta de
Deus

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