Hoje, parei um pouco
Para refletir a vida
E descobrir por que
Tive a mente afligida
E essa Esquizofrenia
Tomar minha cachola,
Me deixando louco
Como acham agora.
Será que foi por gosto
Ou por que eu almejei
Passar por esse delírio,
E sem dúvida, passei?
Porque eu ainda moço
Falei com uma prima
Sobre essa loucura,
Eu bem cônscio ainda.
Então, eu falei pra ela:
Lucinha, eu queria ser
Louco, para eu andar
No Mundo sem saber
Da realidade minha,
Mas, tenho medo sim,
De ficar louco e não
Voltar mais para mim
O meu normal juízo.
Ora, não passou não,
Muito tempo pra eu
Ficar aqui um doidão.
E pra falar a verdade,
O Mundo da loucura
É muito triste sim,
Andei entre criaturas
Descalço, sujo, à-toa
E sem expectativa,
Porém, com remédios
E o amor de D. Marisa,
Parece que a loucura
Afastou-se um pouco
Do meu caminho sim,
Se ainda eu sou louco,
Não dá para perceber
A olho nu não.
E para alguém intuir
Deve fazer observação,
Analisar a linha sim,
Do meu pensamento,
Sem fazer Psicologia
É difícil no momento
Em que fala comigo,
Se achará mais louco
Do que eu. Pois tenho
Controle e bom gosto
De viver neste Planeta
Intitulado Terra,
Sobretudo no meu
Apreciado pé de serra
Onde fica Bananeiras
E muito ditoso eu vivo
Ao lado de D. Marisa
No admirável paraíso
Construído por nós
Mesmos na Terra,
Mormente no meu
Amado pé de serra
Onde ouço pássaros
Cantando felizes sim,
Para a D. Marisa
E também para mim.
Então, hoje, pra mim
É um dia sim, pra eu
Parar e refletir bem
Pra descobrir o meu
Motivo de ficar sim,
Louco neste recinto
Quando ainda moço,
Obviamente, em 1985.
Ora, a Esquizofrenia
Ousou ficar na cachola
Deste Poeta de Deus
Sim, que até agora,
Muitos me enxergam
Como louco na Terra,
Sobretudo no meu
Querido pé de serra
Titulado Bananeiras
Onde nasci, cresci
E queria saber sim,
Por que enlouqueci.
Mas volto atrás sim,
E acho mais loucura
O cara puxar enxada
Numa temperatura
Ardente, para auferir
Apenas R$ 80,00 sim,
E ainda tirar os 10%
E tintim por tintim
Levar para alguém
Que comprará carro,
Avião e objetos sim,
Bons, bonitos e caros,
Sem se preocupar
Com o calor do sol,
Nem com a chuva
Que só vem em prol
De todos nós daqui
Do Planeta Terra,
Principalmente deste
Meu bom pé de serra
Intitulado Pindobaçu
Onde fica Bananeiras,
Lugar onde fico ditoso
A minha vida inteira
Ao lado de D. Marisa
Na Chácara Santa Maria.
Outra loucura que eu
Intuo é o cara todo dia
Ralar 8 pra auferir sim
No final do mês grana,
E depois que receber,
Gasta tomando cana,
A ponto de até se ferir
E gastar mais dinheiro
Com Médico e tópicos.
Eu passei o dia inteiro
Pensando na loucura
De Mário Querino
E vi que, é loucura
Ter o Salário Mínimo,
E usar com besteiras
Que eu já citei aqui.
Por isso não acho
Razão pra redarguir
Quem me chamar
De louco na Terra,
Sobretudo no meu
Amado pé de serra.
Agora, se eu ralasse
O mês todo para ter
Um Salário Mínimo
E fosse ao Bar beber,
Fumar e pagar sim,
Para outras pessoas
Que, após brigassem
Comigo, diria na boa:
Em verdade, eu sou
O único louco daqui,
Porque ando só a pé
E os 10% contribuí
Para alguém só andar
De carro caríssimo,
E ainda voar de avião,
Não é loucura isso?
Se não for loucura,
Vou continuar louco
Do jeito que eu sou,
Usufruindo o pouco
Que eu ganho sim,
Trabalhando na boa,
Com a D. Marisa
Que não deixou à-toa
O cara que lhe ama
E é Poeta de Deus,
Por isso já confesso
Que esse cara sou eu.
Mário Querino – Poeta de Deus

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