Ora, tento esquecer
O meu passado sim,
Sempre vem à tona
Para mostrar a mim
Que o passado deve
Seguir na memória.
Porque se não ficar,
Como contar história?
Têm fatos passados,
Que deixam o coração
Muito pensativo sim,
Porque a frustração
Já me deixou louco,
A ponto de eu fugir
Sem levar o adereço,
E nesse trajeto sofri
E comi sim o pão que
O Diabo amassou,
Como dizia mãe Dedé.
Ora, o passado ficou
Gravado na tábua
Do meu coração,
Que por mais que
Tente olvidar, eu não
Consigo. Então, fico
Remoendo o passado,
Mesmo sabendo que
Eu já fui perdoado
Das loucuras que fiz
Desde os meus 7 anos
De idade até aqui,
No cantinho baiano.
Então, se eu já fui
Perdoado, e por que
Ainda trago a dor
Do passado no viver?
Ora, não sei objetar
Com precisão, porém,
O que eu acho é que
Sofre por mim alguém
Que já me iludiu, mas
Depois menosprezou.
Ora, esse sentimento
Que a vida mostrou,
Ainda martela sim
Na mente e coração.
Por isso esquecer
Eu não consigo não,
Neste vasto Planeta
Intitulado Terra,
Mormente em meu
Amado pé de serra
Titulado Pindobaçu
Onde fica o Distrito
De Bananeiras, lugar
Onde nasci e fico
Ao lado de D. Marisa
A minha vida inteira
Na Chácara Santa Maria.
Ora, não é brincadeira,
Quando eu digo que
Não olvido o passado,
E sendo romântico,
Terno e apaixonado,
Não dá mesmo não,
Para esquecer a dor
Que tive no passado
Por confiar no “amor”
De alma, de espírito
E de corpo também.
Mas, no entanto, fui
Visto como ninguém.
Por isso o passado
Não deve sair de mim,
E enquanto lembrar,
Não pratico algo ruim,
Pois já estou cônscio
Que Deus me perdoa,
Porém, sempre serei
Julgado pelas pessoas.
Ora, ainda que eu não
Pratique mais delitos,
Os que eu já pratiquei
Vêm à tona, e eu fico
Pensativo, inquirindo
A mim mesmo: Eu
Já fui sim, perdoado,
Por que volto, ó Deus?
Ora, a gente só volta
Para não praticar
Mais, e o que sofreu
Dá para a gente ficar
Com medo de sofrer
Sim na Terra e no Céu.
Então, o passado fica
E pra ele tiro o chapéu.
Mário Querino – Poeta de
Deus

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