Ora, eu sonhei que,
Uma Mulher fazia
Uma arapuca sim,
Com muita alegria
Para pegar o amor
Da sua vida inteira,
Amor que almejava
Sim em Bananeiras.
Então, ela começou
A procurar um lugar
Estratégico para por
A arapuca e pegar
O amor da sua vida.
Ora, depois que ela
Preparou tudo isso,
De maneira singela,
Ela levou a arapuca
Para o lugar certo,
A ponto de ficar sim,
Olhando de perto,
Porém, escondida,
Para a presa não dar
Fé dela ali pertinho.
Ela pressentiu chegar
O amor da vida dela,
A ponto de ficar sim,
Muito ansiosa ali.
E tintim por tintim
O seu coração batia,
Batia, batia... E ela
De olho na arapuca.
Daí o marido dela
Vai se aproximando
Da arapuca armada,
A ponto de mexer
Nas varas cruzadas,
Que engana a presa
Na hora em que ela
Vai comer a isca sim.
Ora, o marido dela
Inocente caiu ditoso
Nessa arapuca dela.
Daí ela correu logo
Para ver quem era
O grande amor dela,
Pois ela tinha sim,
Uma grande dúvida,
E tintim por tintim
Ciumava do marido,
Achando que ele ia
Procurar outra gente
Para amar todo dia.
Daí então, ela intuiu
Que o amor da vida
Dela era seu marido.
Então, minha amiga
Ou amigo, quando
Suspeitar do cônjuge,
Não brigue, arme uma
Arapuca, não longe
De sua casa, pra não
Pegar cônjuge alheio.
A mulher fez o certo
Sim, e nisso eu creio.
Pois está em dúvida,
Arme uma arapuca
Pra pegar o seu amor
Na boa, e não discuta.
Ora, D. Marisa armou
Uma arapuca forte,
Pra pegar o cara seu,
E com muita sorte,
Inteligência e saber,
Veio sim do Riachão,
Armou uma arapuca
Com boa pretensão
Aqui em Bananeiras
Para pegar o amor
Da sua vida. Ora, sem
Dúvida, ela já pegou
E até hoje, ela não
Deixou mais ele sair.
Por que ele não sai?
Por cuidar dele aqui
De maneira especial.
Pois ela pensa assim:
“Eu lutei para pegar
Um cara só pra mim,
Agora, que eu peguei
Vou soltar de bobeira?
A arapuca foi armada
Aqui em Bananeiras,
Com a boa intenção.
Por isso eu peguei
Esse cara que passava
Sozinho onde fiquei
Sempre esperando
O amor da minha vida.
Por isso eu armei sim,
A arapuca construída
Com a boa intenção.
Agora, graças a Deus
Que já tenho o amor
Da minha vida.” Eu
Não precisei armar
Uma arapuca não,
Por que, ó Querino?
Porque meu coração
Quando deu fé, já
Estava preso na mão
De D. Marisa. Como
Eu faria uma armação
Para pegar um amor,
Se ela é o amor que eu
Mais queria e pedia
Com fé ao Senhor Deus?
Mário Querino – Poeta de
Deus

Nenhum comentário:
Postar um comentário