Ora, quando eu acho
Que tenho o poder
Nas mãos, já me vejo
Um cara para valer.
Eu começo a desafiar
As pessoas que vejo
Que nada podem ter
No canto sertanejo.
Daí então, vou indo
Atropelando tudo,
Por me achar sábio,
Esperto e de estudo
Mais avançado sim,
Porém, chega um dia
Em que eu desafio
Outro sem sabedoria,
Achando que ele é
Qualquer um à-toa.
Daí pego a chibata
E dou nessa pessoa,
Achando que eu sou
Forte, esperto, sábio
E posso fazer tudo
Com a ideia do Diabo.
Ora, minha mãe dizia:
“Pensa que alguém
Não é ninguém? Atrás
De ninguém sempre tem
Alguém.” Ora, não vale
Eu querer ser forte.
Achando que alguém
Temerá a morte.
Todo mundo é valente,
Basta botar na cabeça
Que todos são iguais
Em cima do Planeta
Onde fica Pindobaçu
Cantinho da Terra,
Onde o meu Distrito,
Meu bom pé de serra
Titulado Bananeiras
Fica feliz também,
Por fazer parte sim,
E me deixa tão bem.
Ora, um cara vivia
Apanhando de todos
Em seu lugarejo.
Veio aforismo doido
E saiu pelo mundo,
Chegando ao Distrito,
Viu um Bar, entrou
E lá dentro ele isso
Disse com a peixeira
Enfiada no balcão:
“Já levei 99, e inteirar
100, não custo não!”
Daí todos foram sim,
Saindo, só ficando
O dono e quem levou
99 surras, passando
Por valentão sim,
E até o dono do Bar
Se cagou de medo.
Quem gosta de brigar
Achará sim alguém
Se achando fraco,
Mas mandando sem
Querer no espaço.
Obviamente, amigo
Não vai deixar brigar
Sozinho, vai cair sim,
Dentro até matar
Ou morrer também.
Então, eu sou igual
A todos, e não sei
Como será o final
Da minha existência
No Planeta Terra,
Sobretudo no meu
Amado pé de serra
Titulado Pindobaçu
Onde fica Bananeiras,
Lugar onde eu nasci
E vivo a vida inteira
Ao lado da Mulher
Intitulada D. Marisa,
Varoa que cuida
Bem da minha vida,
E tira toda a valentia
Que eu acho que há
Na minha cabeça
Para querer acabar
Com tudo e todos.
Então, a D. Marisa
Tira toda a loucura
Que ilude esta vida.
Mário Querino – Poeta de Deus

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