Ora, quando eu era
Um cara bem moço,
Eu queria mostrar
Talento pros outros.
Daí então, eu corri
Às sete freguesias,
Como a minha mãe
D. Dedé me dizia.
Contudo, não tive
Apoio de ninguém,
A razão eu não sei,
Mas hoje também,
Não quero saber
Esse motivo de eu
Não ter um apoio
De patrícios meus.
Porque eu sempre
Fui assim de fora
Como asa de bule,
Aprendi na Escola
Com meus colegas
Que diziam assim:
“Cara, você é fora
De quase tudo sim,
Você é como asa
De bule, vive por
Fora.” Porém, eu
Até aqui ainda sou
Por fora de quase
Tudo, e o motivo
Eu não sei, nem
Fico constrangido.
Ora, nunca deixei
De pelejar com fé,
Amor e esperança
Em Jesus de Nazaré.
Então, eu já fui sim,
Um cara provado
Como ouro e prata
E o meu resultado
É obter brilho sim,
Que encanta a vida
De todo mundo,
Inclusive D. Marisa,
Que me extraiu sim,
Duma pedra bruta.
Daí ela me burilou,
E minha vida custa
Um valor que grana
Nenhuma me faz
Eu sair da vida dela,
Só a Morte é capaz
Sim de nos separar.
Então, hoje em dia,
Não tenho mais não,
Na Chácara Santa Maria
Nenhuma pretensão
De ser o cara que eu
Queria ser outrora.
Hoje, graças a Deus,
Já cheguei aos 64
Anos sim, de vida,
É óbvio, sem dúvida,
Ao lado de D. Marisa.
Então, hoje em dia,
Não preciso correr,
Porque já tenho sim,
O merecido pra viver
Até o dia apontado
Pelo Senhor Deus.
Agora, eu pergunto:
Para que em meu
Viver, mais tantas
Coisas, se não vou
Usufruir por causa
Da fase que chegou?
Mas não quer dizer
Que eu vou parar,
E pra auferir o pão,
Ainda eu devo ralar
No vasto Planeta
Intitulado Terra,
Sobretudo em meu
Amado pé de serra
Titulado Bananeiras
Onde nasci, cresci
E breve morrerei,
Deixando tudo aqui.
Então o tempo em
Que eu corri, corri...
À procura de ajuda,
Ora, não consegui
Um apoio para que
Eu me tornasse sim,
Um bem-sucedido
E tintim por tintim
Ter condições sim,
Pra ajudar pessoas
Que vivem ao redor
Precisando de boas
Coisas. Então, hoje,
Eu não tenho graça
Para correr, correr...
Atrás do que passa
E eu não poder não,
Usufruir de nada,
Porque a minha
Idade já é avançada.
Porém, eu faço sim,
Tudo com fé, amor,
Júbilo e dedicação
Durante meu labor.
E não vou mais não,
Correr atrás de algo
Que ninguém valeu
Lá no meu passado.
Mário Querino – Poeta de
Deus

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